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terça-feira, 17 de maio de 2016

MUDE SEMPRE. ATÉ A ULTIMA GOTA. NÃO MATA



Mudanças podem ser extremamente positivas quando elas estão na direção de descobrirmos e colocarmos para dançar novas formas de ser e de estar no mundo. Mudanças são o oposto do estagnado, da poeira varrida para debaixo do tapete. Mudanças são o avesso do vazio. Mudança é coragem, novas perspectivas, reinvenções de nós mesmos e de nossas vidas, recriações de novas posturas, de novas visões da vida e de novos pensamentos e sentimentos, novos rearranjos da música da vida. Mudança é vida.



Mudar é inerente à vida. De acordo com a ciência, biologicamente falando, toda célula do corpo humano se regenera em média a cada sete anos. Portanto, somos literalmente novas pessoas a cada sete anos mais ou menos. Mudamos também de idade, de lugares, de pensamentos, de sentimentos, de conceitos, de paradigmas, de representações e de visões de mundo durante toda a nossa vida. A mudança em nós, nos outros, em tudo o que nos cerca e na vida é fato. Acontece que essas mudanças externas e naturais pelo movimento próprio da vida são mais fáceis – ou menos complicadas de lidarmos – porque não podemos fugir da maioria delas. As maiores complexidades – e, por consequência, as maiores dificuldades - surgem quando falamos das mudanças subjetivas. Elas são mais difíceis porque estão atreladas a muitas representações também subjetivas desde a nossa infância e para realizarmos essas mudanças precisamos derrubar nossas resistências. Se conseguirmos derrubar as resistências - ou parte delas – elas nos levam a novas formas de ser, a novas subjetivações, nos tornando mais conscientes do enfrentamento dos nossos medos, das nossas dores, das nossas angústias e de tudo o que nos prende e tenta evitar que mudemos.

Esse enfrentamento, que é o próprio começo da mudança pode gerar conflitos, crises, dúvidas e, muitas vezes, vontade de permanecer no mesmo lugar. Temos que a resistência pode ser, ao mesmo tempo, fator de mudança e de permanência a um mesmo estado. Mas, se conseguirmos ir além, quebrar a resistência – ou que seja pelo menos, parte dela – enfrentar as angústias, as crises, o medo do salto e do novo, os sofrimentos e o caos que podem surgir dessa inicial desestabilização das coisas; o que pode surgir do outro lado, se estivermos mesmos dispostos a "pular o muro" são novos direcionamentos, novas visões e novas possibilidades. Lembro-me aqui de Nietzsche: "Eu vos digo: é preciso, às vezes, ter um pouco de caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançante."

Sempre que o assunto é mudança, não há como deixar de fora a intrínseca relação entre o carvão e o diamante natural, talvez umas das mudanças mais impressionantes encontrada na natureza. O diamante natural é a mudança, a coragem e a persistência do carvão sob a ação do tempo e de fortíssimas e altíssimas pressões e temperaturas. Ambos possuem a mesma composição. O que os difere é a maneira como esta composição está estruturada, ou seja, exatamente a estrutura promovida pela mudança. Assim somos nós. Se soubermos enfrentar as inúmeras pressões e se soubermos enfrentar e aceitar a mudança pelas altíssimas temperaturas – que podem ser todas as adversidades, dificuldades e adaptações que a vida traz em si e são inerentes a todo ser humano - poderemos nos estruturar de forma tal que o resultado será uma brilhante e belíssima pedra de diamante, que não pode ser riscada nem cortada por nenhum outro mineral ou elemento da natureza, exceto por outro diamante.



Cada um – se assim decidir e escolher - fará suas mudanças à sua forma, no seu tempo e ritmo. Freud já dizia em "O Mal Estar na Civilização" (1996[1927-1931], vol XXI): "Não existe uma regra de ouro que se aplique a todos: todo homem tem de descobrir por si mesmo de que modo específico ele pode ser salvo". Sim, mudanças e transformações podem ser uma das muitas maneiras de sermos salvos. Salvos de que? Ah, Caetano Veloso disse muito bem certa vez: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" (Dom de Iludir, 1982). Cada um de nós precisamos nos salvar todos os dias... de nós mesmos, de nossas intempéries, de nossas ilusões, de nossas veladas e não assumidas – às vezes sequer reconhecidas ou até negadas - vitimizações, de nossos conflitos que nos apavoram e de uma melhor maneira de lidarmos com eles, de nossas meias verdades, de nossas inteiras mentiras, de nossos medos, de nossas parcas visões, de nossas considerações enviesadas e de nossas caquéticas certezas atravessadas pelo nebuloso opaco ou obstáculo que impomos aos nossos olhos. Sim, para o espanto de muitos e a aversão de outros tantos – que os céus os protejam - todos somos seres imperfeitos e, com as devidas graças, insatisfeitos também – não muito, mas o necessário para nossas buscas e descobertas, para novas perspectivas, novos olhares, novos saberes, novos sabores, novos anseios e... mudanças.

Mudar, ir em direção ao novo, à novas formas de ser e de estar no mundo não é tarefa das mais fáceis, mas plenamente possível a quem decide começá-la. O novo, o desconhecido, aquilo que não sabemos – e, por vezes, nem queremos saber, mesmo sabendo – provoca angústia, medo, sofrimento e, não raro dor. Mudar (de verdade) provoca desconforto porque mudar é, entre tantas coisas, mexer e remexer, alterar a ordem, sair da zona de conforto, dar a cara a tapa, desnudar-se, desvendar-se - com a possibilidade de desvendar o outro e o mundo também, desaprender para aprender de novo, ir ao encontro de – na maioria das vezes, ir de encontro a – dúvidas, incertezas, perguntas sem respostas, inesperados, dores passadas e presentes, angústias de ser, estar e existir, lugares escuros dentro e fora de nós e, não obstante, ir de encontro também a muitas dessas mesmas questões em relação aos que convivemos e mantemos algum tipo de vínculo relacional.

Mudar provoca desconforto porque o processo de mudança vai nos "obrigando" a olhar necessariamente para dentro. E olhar para dentro não é tarefa para qualquer um, não. Não mesmo. Quando começamos a olhar para dentro, começamos a perceber que todas as nossas atitudes ou a falta delas terão sempre consequências e começamos a entender que nada nos ajudará - muito pelo contrário - se continuarmos no processo de esquivas, desculpas, justificativas, mentiras e omissões para transferir o peso dessas nossas atitudes e as consequências delas para os ombros de outras pessoas ou para a roda da vida. Mudar implicar maturidade, maior responsabilidade conosco, com a vida que vivemos, com o outro e com tudo o que nos cerca. Sobretudo, mudar implica sermos capazes - seja de que forma for - de enfrentar e superar todo esse desconforto, toda a inquietude que a angústia do medo provoca - seja medo do novo, medo da aceitação ou da rejeição, medo do vir-a-ser, medo do não vir-a-ser, medo do salto, medo do susto, medo do “outro lado” e até mesmo medo da própria mudança e sermos capazes de transformar toda essa salada em coisas boas para nós, em aprendizados e em crescimento.



Mudanças... transformações... são questões de escolhas e da capacidade ou incapacidade de cada um em promover essas escolhas. São também questões de coragem e ousadia e de um verdadeiro pertencer a si mesmo. Mudanças são as únicas coisas permanentes no mundo. Deixo o pensamento último com Sigmund Freud, novamente em “O Mal Estar na Civilização" (1996[1927-1931], vol XXI – Grifos meus): "Todos os tipos de diferentes fatores operarão a fim de dirigir sua escolha. É uma questão de quanta satisfação real ele – o indivíduo, o homem – pode esperar obter do mundo externo, de até onde é levado para tornar-se independente dele e, finalmente de quanta força sente à sua disposição para alterar o mundo..." E enfim, parafraseando Clarice... Mude sempre. Até a última gota. Não mata.



© obvious: http://obviousmag.org/os_caminhos_do_pertencserse/2015/06/mude-sempre-ate-a-ultima-gota-nao-mata.html#ixzz48wJheWAZ

ESTÁ NA HORA DE VOCÊ SE LIVRAR DE PESSOAS TÓXICAS



Eu estava no último ano de faculdade, quando passaram por cima de mim cinco caminhões pipa, dois tornados e uma boiada inteira. Eu só estava tentado chegar na linha de chegada viva, quando descobri que havia algo de muito errado nas minhas relações pessoais. Naquela linha tênue entre menina e mulher, amanheci achando graça em usar batom vermelho. O que havia de menina em mim não sabia a selva que era enfrentar o mundo de boca pintada. O peso da boca e das pernas femininas me sobrevieram quando o professor parou a aula e os colegas pararam de falar quando eu cheguei. "Tira esse batom vermelho, tá ridículo", não lembro se ela me chamou de palhaça ou de puta, parei de ouvir direito quando entendi a interrogação de alguém que chamei de amiga por anos.

Cair na selva de paraquedas e sobreviver às lesões leva um tempo, não é de primeira que você entende do que se trata. Pode ser que seja de segunda, de terceira, e pode ser que você nunca aprenda. Viver bem não se trata apenas de ser uma pessoa boa, se trata de saber se proteger de relações tóxicas. Faz pouco tempo que entendi que mais que bondade, a gente precisa de atenção. Ela abaixa sua autoestima, mas é sua amiga. Ele atrasa seus sonhos, mas te ama, é seu pai, é seu irmão, é seu amigo. O perigo das relações tóxicas é que elas se aproveitam do seu afeto. Você acredita que essa pessoa nunca te prejudicaria, afinal, ela é alguém que você confia. O perigo está em medir o outro com a sua própria régua.

É preciso estar muito afinado com a própria vida, com a alma serena para ouvir e sentir as energias que existem ao nosso redor. Existe muita gente brilhando também. O mundo é um mar de fogueirinhas. Não dá mais para justificar, negociar ou se vender para contrabandista de pessoas. Ninguém sai ganhando, nem quem absorve o melhor de você e te deixa aos cacos. Essa pessoa também não ganha nada. Você vai abraçar quem está mergulhado na escuridão, não vai se salvar, nem salvar o outro. O seu amor por ela não é suficiente para isso. Dos poços, já bastam os que habitam em mim. Eu já tenho o meu lixo tóxico para cuidar, reciclar e eliminar. Às vezes, se livrar de uma pessoa tóxica é só uma questão de sobrevivência. Ou o último ato de amor.



— O mundo é isso — revelou — Um montão de gente, um mar de fogueirinhas. Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo. (Eduardo Galeano)



© obvious: http://lounge.obviousmag.org/descortinada/2016/05/esta-na-hora-de-voce-se-livrar-de-pessoas-toxicas.html#ixzz48wJ0Kf9O

PRETO COM MUITO BRILHO FOI UM DOS TONS MAIS APRESENTADOS EM PARIS


PRETO COM MUITO BRILHO FOI UM DOS TONS MAIS APRESENTADOS EM PARIS



Nas passarelas da Semana da Moda de Paris, fios pretos foram constantes, e apareceram em desfiles de grifes como Maison Martin Margiela, Each x Other, Christian Dior e Hermès, entre várias outras. A tonalidade mais apresentada foi uma de preto super natural, com um brilho amarronzado, e ocasionalmente, como em Louis Vuitton, de tom azulado. Além disso, os cabelos das modelos surgiram ultra luminosos e hidratados, quesito essencial para quem quer apostar nesta cor.
PRETO MONOCROMÁTICO É TENDÊNCIA E FAVORECE TODOS OS TONS DE PELE



Uma das tendências verificadas ao longo de todas as Semanas da Moda ao redor do mundo foi a de colorações monocromáticas, sem luzes ou ombrés. A tonalidade de preto bem escuro e homogêneo é perfeita para favorecer qualquer tom de pele, e é ideal para cobrir erros de coloração ou para deixar os fios com um ar mais saudável. Depois da enorme tendência de mechas californianas e tons em degradê, esta cor entrega um look ultra atual e contemporâneo.
TRATAMENTO E HIDRATAÇÃO SÃO ESSENCIAIS PARA MANTER A COR E O BRILHO



Para conquistar fios ultra brilhosos e uma cor bem intensa, a hidratação é essencial. Além de lavar os cabelos com um intervalo de pelo menos um dia, para que não desbotem tão facilmente, fios coloridos de preto precisam de uma ajuda extra no quesito de brilho, e, para tal, os tratamentos de nutrição são fundamentais. Máscaras e ampolas são excelentes para cuidar dos cabelos semanalmente, e, no dia a dia, o condicionador não pode ser esquecido.

Cada formato de rosto merece um corte de cabelo que combine com ele.




© Monalyn Gracia/Corbis

Já aconteceu de você querer mudar o visual, ir ao cabeleireiro e depois perceber que aquelecorte de cabelo que você escolheu ficou horrível? Pois é, o formato do rosto e o tipo de cabelo são importantes para definir o corte ideal para cada tipo de rosto.

Manter os cabelos bonitos é uma das maiores preocupações estéticas das mulheres. Faz com que se sinta feminina, charmosa e poderosa. Em entrevista para o VilaMulher, a cabeleireira Lúcia Perez dá dicas ótimas de cortes adequados ao tipo de rosto. Veja qual é o melhor para você:



Rosto Oval

Quase todos os tipos de corte ficam bons para quem tem o rosto oval. A testa e o queixo na mesma distância contribuem para que você possa cortar os cabelos do jeito que quiser. Por isso, ouse e experimente as novas tendências.

Se o seu rosto é mais oval, como de Halle Berry, pode ousar sem medo!


Foto - Reprodução

Pode também investir na franja se você tiver o rosto oval como o de Rihanna.


Foto - Reprodução

Rosto Triangular

Se você tem o rosto triangular, sua testa é mais larga e o queixo pequeno e pontudo. O comprimento das madeixas para esse tipo de rosto deve ser na altura do queixo. "Se quiser usar franja, ela terá de ser desfiada e o ideal é evitar colocar os cabelos puxados para trás", diz Lúcia.

O rosto triangular (ou coração) como o de Deborah Secco, pede fios desfiados.


Foto - Reprodução

Rosto Quadrado

Testa e queixo grandes são características desse formato de rosto. Neste caso, opte por um corte limpo e utilize franja para deixar a testa menor. Manter os cabelos longos ou médios é o mais indicado.


Rosto Redondo

O que diferencia o rosto redondo do oval é o fato dele ser mais curto e largo. Os cabelos não devem ser volumosos e as franjas podem ser usadas à vontade. O comprimento dos fios para esse tipo de rosto deve ser abaixo da linha do queixo.

Para ver na prática quais cortes combinam mais com o seu tipo de rosto basta acessar oSimulador de Beleza! Para você se inspirar, trouxemos os rostos das famosas que estão em altacom seus cortes de cabelo fashion! Veja a seguir e descubra seu corte ideal.

Se você tem rosto retangular, como o de Anne Hathaway, que tal apostar no corte joãozinho dela?


Foto - Reprodução

Seguir em frente por Sylvio Schreiner


Uma lenda budista diz que num lago viviam um grupo de larvas muito felizes, exceto pelo fato de que de tempos em tempos uma larva decidia subir pela vegetação acima do nível da água para ver o que havia ali e de lá nunca mais voltava. Todas acreditavam que ela tinha sido morta e se entristeciam. Um dia uma larva sentiu uma irresistível vontade de subir pela vegetação, mas antes decidiu que seu futuro ia ser diferente e prometeu para si mesma que iria retornar. Quando subiu descobriu o agradável calor do sol e dormiu profundamente. Durante esse sono uma transformação ocorreu e quando por fim despertou já não era uma larva, mas uma libélula. Seu destino era voar e conhecer todo um mundo novo. Então as larvas não morriam, pensou, mas transformavam-se. Quis contar as outras companheiras para não mais ficarem tristes e nem temerem, mas não tinha como entrar embaixo da água. Entretanto, entendeu que cada uma, no seu devido tempo, iria descobrir por si mesma o que agora ela sabia e com isso voou feliz e livre para a sua vida.

Só existe vida quando nos transformamos, quando em cada momento, em cada fase, nos permitimos viver o que precisamos e nos transformamos no que podemos ser. Cada um a seu tempo, assimilando e digerindo as experiências necessárias. E toda vez que nos transformamos não há mais volta, não podemos jamais ser o que já fomos, mas só podemos seguir adiante.

Um indivíduo que passa por um processo analítico acaba se transformando. A razão de uma análise não é para que a pessoa seja “normal”, seja lá o que isso for. O motivo de se fazer uma análise é criar recursos para se transformar naquilo que a gente tem de forma embrionária dentro de nós. A análise torna você você mesmo!

Parece pouco, mas alguém tornar-se quem pode vir a ser de fato é uma das maiores riquezas nessa vida. Esse tesouro não pode ser roubado e nem tem como perder valor, pois pertence a dimensão do ser e não do ter. Essa transformação é uma experiência única, individual e intransferível, muito difícil de ser colocada em palavras e de ser entendida por aqueles que resistem às transformações e que as temem. Contudo, cada um, ao seu tempo, vai sentir uma vontade irresistível de se transformar e saberá que com isso só poderão seguir em frente. Sempre.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Conheça o Palácio do Jaburu, atual residência do presidente interino


Linhas modernistas e assinatura de Oscar Niemeyer marcam a casa de Michel Temer



O núcleo central do Palácio do Jaburu é destinado à moradia, mas algumas reuniões de trabalho e recepções também acontecem ali, ladeadas pelo Lago Paranoá. Seus mais de 4 mil m² possuem uma área externa generosa - com varandas, jardins e a Lagoa do Jaburu.



O requinte do espaço é notado nos mobiliários, obras de arte, painéis, adornos e vegetação local - assinados por grandes nomes do design, pintura, arte, paisagismo e arquitetura. Foi projetado em 1973, por Oscar Niemeyer, para ser a residência oficial da Vice-Presidência da República, mas o Palácio só foi ocupado em 1977. Hoje, quem o ocupa é o presidente interino Michel Temer.



As linhas retas da fachada e os grandes pilares se completam com o imenso verde da vegetação. Ao lado da entrada do Palácio, fica a capela, que possui piso de mármore branco. Ali, a iluminação natural atravessa o painel de vitrais de autoria de Marianne Peretti. Os bancos genuflexórios e o altar são assinados por Anna Maria Niemeyer. O destaque na capela é a imagem de Nossa Senhora Aparecida, entalhada em um único bloco de madeira pelo artista Valcides Mairinque de Minas Gerais.


No hall de entrada, o quadro de Rubem Valentim, a mesa brasileira do século XIX e as cadeiras de jacarandá do século XVIII recepcionam os visitantes. Logo à frente, na Sala de Espera, a poltrona Marquesa, de Oscar Niemeyer embeleza o espaço. Ao lado, está o escritório, com piso e revestimento em madeira, além do quadro Cidade, de Antônio Bandeira, e uma mesa brasileira do século XIX. O local de trabalho é usado pelo ocupante do cargo da vice-presidência para pequenas reuniões.




Um grande painel de vidro transparente de Marianne Peretti divide dois ambientes – sala de estar e sala de espera. Ele convida o visitante a apreciar a natureza. A sala de estar possui uma parede revestida com espelho, adornos de prata e mesa de centro, do designer Mies van der Rohe.



Um grande painel curvilíneo separa a sala de estar da sala de almoço, onde estão as cadeiras Tião, de Sergio Rodrigues, além de um baldaquim coroado por uma imagem sacra. Na parede oposta, uma inconfundível obra de arte em mármore de Athos Bulcão.



A suíte do casal, outros quartos e a cozinha localizam-se no térreo da residência com os demais ambientes. No subsolo, estão, sala de TV, cinema particular e a garagem.




A área externa é marcada por um grande painel de mármore e a paginação recurvada do piso em preto e branco, de autoria de Athos Bulcão, conduzem o visitante. O ambiente exibe a escultura “Leda e o Cisne” do artista brasileiro Alfredo Ceschiatti. O espaço acolhe poltronas, sofás e mesa de reuniões, assinados por designers como George Nelson, Hannah e Morrison, usados para recepcionar convidados.





Concebido e projetado por Roberto Burle Marx, paisagista reconhecido internacionalmente, o jardim do Palácio do Jaburu possui uma vegetação mista, com plantas trazidas de todos os lugares do Brasil e árvores nativas do cerrado brasileiro.




Por entre paineiras, ipês e palmeiras, pássaros como - cardeal do nordeste, coleiro baiano, siriri e outros circulam livremente no viveiro natural, as emas, aves pernaltas do cerrado brasileiro, são uma atração à parte. A natureza está presente por todos os lados, na Lagoa do Jaburu, que deu nome ao palácio, compondo um ecossistema equilibrado.

O Palácio do Jaburu fica aberto para visitação às quartas-feiras, das 15 às 17h. Não é necessário agendamento prévio. É uma visita conjugada com o Palácio da Alvorada com duração total de uma hora. Mais informações com a COREP – Coordenação Geral de Relações Públicas, tel. (61) 3411-2336.

Fonte: Casa Vogue

OS 400 ANOS DA MORTE DE SHAKESPEARE: UMA HOMENAGEM AO MAIOR ESCRITOR DE TODOS OS TEMPOS



"O que resta a dizer sobre Shakespeare? É o maior escritor de todos os tempos, de todas as línguas e de todas as literaturas. Mas esta verdade que se espalha e se reafirma pelo mundo já foi por demais dita e repetida em todos os lugares do globo. Não há um só continente que não tenha sido contaminado pelo gênio de Stratford. Não há uma língua, um poeta que, depois dele, de alguma forma ao seu texto não tenha se referido ou em sua figura não tenha se esbarrado.

De certa forma Shakespeare esgotou, em suas peças e sonetos e poemas, as temáticas humanas, e por via deles podemos discutir o que havia na sociedade, política, cultura e economia de antes das obras, durante e depois delas.

Sim, há uma atemporalidade em Shakespeare, como há em todo e qualquer clássico, aliás, ser atemporal é a premissa de todo clássico. Mas esgotar os temas pertinentes aos seres humanos foi uma tarefa à qual se dispuseram raras obras e autores, algumas delas talvez possam, de longe, serem rivais de Shakespeare. Em beleza, apenas Dante o intimida, isoladamente o vence — não há uma só peça ou poema de Shakespeare capaz de se sobrepor à Divina Comédia em beleza —, mas pelo conjunto o inglês vence o italiano, e com larga, forte e constrangedora folga, como faz com todos os outros, até mesmo com Homero.

Nem tudo em Shakespeare é popular, embora ele tenha sido, em sua época, um grande autor das massas, capaz de lotar os teatros, que não eram nem de perto as salas confortáveis e limpas que são hoje. Pelo contrário. Um teatro, na época de Shakespeare, era lugar de pouco ou nenhum prestígio. É certo que os reis gostavam das peças do Bardo, mas a assistiam em seus palácios: a companhia ia até à corte. Embora o filme Shakespeare apaixonado mostre a Rainha Elizabeth assistindo àquela que seria a primeira apresentação de “Romeu e Julieta”, podemos afirmar que não, a grande Rainha jamais colocou seus nobres pés em um teatro, que, mesmo sendo mitológico e histórico como o “Globe”, era ainda sim sujo. Grande parte da plateia ficava de pé, outros poucos adinheirados que queriam se divertir ficavam nas partes superiores; não se dizia, à época, que assistiriam a um espetáculo: iam ao teatro “ouvir” — sim, ouvir — uma peça.

O grande público, versado ou não em literatura, interessado ou não no pensamento e na cultura do Ocidente, conhece, impreterivelmente, “Romeu e Julieta”, mesmo que não saiba contar em detalhes ou resumidamente o enredo da peça: todos sabem que é a história trágica de dois jovens de famílias inimigas que acabam mortos. Os que possuem algum ou pouco verniz cultural ou educacional, talvez aqueles tenham alguma pátina de educação formal, mesmo sem ter chegado à universidade, provavelmente terão ouvido também falar de Hamlet mas, mesmo se nunca tiver escutado esse nome, com certeza terá ouvido o famigerado “Ser ou não ser, eis a questão”, a mais subestimada e ao mesmo tempo supervalorizada pergunta já feita no mundo da literatura. Os mais letrados saberão de Macbeth, Otelo, Rei Lear, saberão das tramas de “Sonho de Uma Noite de Verão”, “A Tempestade” e talvez “Júlio César”, também por outra frase famosa que jamais foi dita senão na peça de Shakespeare: “Até tu, Brutus?”.

Mas o problema é que temos hoje, oficialmente, dentro do cânone shakespeariano, 40 peças, embora a maioria das edições brasileiras apresentem apenas 37, excluindo “Dois Nobres Primos”, disponível em português apenas no mercado editorial de Portugal; “Eduardo III”, que depois de alguns anos de discussão e alguma recusa de Bárbara Heliodora, entrou no cânone e virá, diz a lenda, na próxima edição do “Teatro Completo de William Shakespeare”, a ser publicado ainda em 2016. Esta — “Eduardo III” — teria sido a última tradução de Heliodora, mas não será a primeira versão da peça em português, como a Editora Nova Aguilar tem alardeado em seu site: Elvio Funck já publicou sua versão em uma bem cuidada edição, e não apenas bilíngue, mas também interlinear, apresentada pela Editora Movimento, em parceria com a Editora EDUNISIC (Editora da Universidade de Santa Cruz do Sul). Por fim, a última peça que poderá ser lida em português pelo público brasileiro é “Sir Thomas More”, cuja tradução foi finalizada por Régis Augustus Bars Closel, que tem a tradução — esta sim inédita —, como parte de seu doutorado em Shakespeare, feito na UNICAMP.

Deste imenso universo de 40 peças, dois poemas narrativos, os sonetos e alguns poemas esparsos, mas também de significativo valor, vemos como é pouca a familiaridade, por parte dos leitores não especializados ou profissionais da literatura, com o conjunto da obra de Shakespeare, que é regular em sua irregularidade: há, em todas elas, em maior ou menor grau, a marca do gênio.

O que nos aproxima e ao mesmo tempo nos distancia tanto de Shakespeare? O que nos distancia, primordialmente, é a elaboração de sua linguagem, e prefiro a palavra elaboração aos termos “hermetismo” ou “dificuldade”. Explico: Shakespeare era maneirista, e segundo Gustav R. Hocke, em “Maneirismo na Literatura”, o maior dos maneiristas e seu mais claro exemplo de execução desse estilo, que se situa entre o Renascimento e o Barroco, quase um intervalo confuso entre os dois pontos da corda.

O maneirismo é e só poderia ser o estilo do qual Shakespeare comungaria. Em seu afã de ser, como diria Jorge Luis Borges, “todos e ninguém”, uma escola dura e engessada, temente às regras fixas de composição jamais poderia ter sido a casa ideal para sua gula temática e estilística, quanto à metrificação de seus versos, aos temas e as formas de representação desses temas: a tragédia, a comédia, o drama histórico e aquilo que posteriormente passamos a chamar de romances, não no sentido de gênero narrativo, mas no sentido de história de amor entre dois personagens.

A melhor definição de maneirismo com a qual já tive contato veio de Hocke: “Deparamo-nos incessante e simultaneamente com tórridos desertos e montanhas de gelo, profundezas oceânicas e cumes áridos, fraqueza e amor humanos visceral, ânsia de ultrapassar todas as fronteiras e desejo de atingir um porto seguro, sonho com uma fórmula matemático-religiosa e medo perante a ira invisível e perceptível do Deus vivo. Disso decorrem as relações de tensão na literatura maneirista: cuidado artístico da sagacidade logística e impulso demoníaco-vital à expressão; busca intelectual esgotante, demasiado esgotante e delírio nervoso em metafóricas cadeias associativas; cálculo e alucinação, subjetivismo e oportunismo frente às convenções (anticlássicas); beleza delicada e extravagância assustadora; fascinação embriagadora e evocação quase oracional; propensão à estupefação e onirismo histérico; castidade idílica e sexualidade brutal; crendice grotesca e santa devoção”.

É só nessa perspectiva maneirista que poderemos ver as peças de Shakespeare, tão intensas que, para nós, leitores desacostumados a sairmos de nossos lugares e nos deixarmos levar pelos textos que lemos, podem vez ou outra forçar a verossimilhança. Mas isso jamais acontece, e é fácil entender a razão.

O teatro de Shakespeare é o espetáculo da consciência humana. O que sustenta a trama não são os atos, mas sim as palavras, portanto, se o teatro é a arte da ação, em Shakespeare falar é, mais do que em qualquer outro autor, fazer: a palavra é um ato. Não nos interessa saber o que Hamlet faz se não tivermos dele os momentos de revelação. Macbeth, quando está só em cena, parece se dirigir à plateia em reflexões inesquecíveis. Seus solilóquios são momentos muito superiores àqueles nos quais ele mata ou planeja uma crueldade.

Vemos e lemos as peças de Shakespeare para assistirmos à linguagem brincar conosco, fazer-nos rir com tanta beleza, fazer-nos chorar com tanta consciência, fazer-nos pensar com tanta consistência que saímos do livro, do teatro ou do cinema que tanto tem se apropriado de suas histórias, mais ricos do que entramos. Melhores? Piores? Não sei. Mas com certeza saímos diferentes.

Por isso e muito, muito mais, justifica que visitemos Shakespeare, que prestemos a ele nossa reverência, que não pode ser acrítica ou submissa, mas sim ativa e inteligente como foram seus trabalhos, e que saiamos do lugar comum das peças e textos mais conhecidos. Que cada texto que veremos aqui, a respeito de cada uma das peças, dos sonetos, dos poemas narrativos e dos poemas esparsos sejam, em sua sincera despretensão de exegese, um convite amoroso à leitura da obra de William Shakespeare."


http://www.revistabula.com/6374-os-400-anos-da-morte-de-shakespeare-uma-homenagem-ao-maior-escritor-de-todos-os-tempos/

Shakespeare, há exatamente 400 anos.


Há exatamente 400 anos morreu aquele que foi um dos mais influente escritores da história. Autor de obras clássicas como Romeu e Julieta, Hamlet e Macbeth , William Shakespeare morreu em abril de 1616.

Shakespeare começou sua carreira como ator no teatro de Londres, por volta de 1592, e escreveu aquela que seria sua mais conhecida peça teatral, Romeu e Julieta , em 1595.

William Shakespeare morreu a 400 anos atrás na Inglaterra.

Depois do romance entre o casal cujas famílias que se odiavam, o "bardo", como ficou conhecido o dramaturgo, também escreveu comédias, como Sonho de uma Noite de Verão , e as famosas tragédias, como Otelo , a amaldiçoada Macbeth e Hamlet , de onde surge sua frase mais conhecida: "ser ou não ser, eis a questão".

Algumas obras que marcaram sua trajetória:
Rei Lear - Nemo
Shakespeare e elas - Autêntica
Romeu e Julieta - Nemo
O Mercador de Veneza - Livro Falante
154 sonetos - Ibis Libris
Sonetos - Hedra
Romeu e Julieta - Companhia Editora Nacional
Sonho de uma noite de verão - Companhia Editora Nacional

Pensamento do dia


sábado, 7 de maio de 2016

"Poeminha de amor" para Carolina, minha mãe!


Este é um poema de amor 
tão meigo, tão terno, tão teu... 
É uma oferenda aos teus momentos 
de luta e de brisa e de céu... 
E eu, 
quero te servir a poesia 
numa concha azul do mar 
ou numa cesta de flores do campo. 
Talvez tu possas entender o meu amor. 
Mas se isso não acontecer, 
não importa. 
Já está declarado e estampado 
nas linhas e entrelinhas 
deste pequeno poema, 
o verso; 
o tão famoso e inesperado verso que 
te deixará pasmo, surpreso, perplexo... 
Eu te amo!"

Cora Coralina

Palavra de mãe, amor-perfeito, que traz luz à minha vida!

          Feliz dia das mães!


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