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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Aprenda: bolo de coco molhadinho é sucesso





Bolo de Coco Molhadinho

Ingredientes

• 6 ovos
• 360 g de açúcar (aproximadamente 2 xícaras)
• 420 g de farinha (aproximadamente 3 xícaras)
• 1 colher de sopa (ou 18 g) de fermento
• 1 copo de 240 ml de suco de laranja

Calda

• 800 ml de leite
• 400 ml de leite condensado
• 400 ml de leite de coco
• Coco ralado na quantidade necessária para cobrir o bolo todo

Modo de preparo

• Bater as claras em neve e adicionar as gemas uma a uma batendo tudo. Adicionar o açúcar e o fermento
• Colocar a farinha e o suco de laranja, intercalando os dois ingredientes, sempre mexendo com a espátula
• Assar no forno a 180 graus por 30 minutos
• Depois de tirar do forno, derramar a calda por cima (para ficar bem molhadinho!) e cobrir toda a superfície com o coco ralado
Receita de Casa Vogue!

Análise de Filme - O Regresso por Sylvio Schreiner


No filme "O Regresso" o tempo demora a passar, não só por causa de ser comprido, mas porque nos coloca dentro de um outro tempo que não é cronológico. Baseado na história real de Hugh Glass que em 1823 foi brutalmente atacado por um urso durante uma expedição e dado como morto, para que os companheiros pudessem seguir caminho, o enredo é sobre a vingança e/ou justiça. O personagem, destruído pelo ataque, precisa de algum tempo para ir se refazendo fisicamente, mas a sua mente está completamente destruída e o tempo não parece ajuda-lo.


A vingança é natural no ser humano, fruto do ódio e do desejo de que o outro sinta o que sentimos. É uma maneira de jogarmos no outro o inferno que está dentro de nós mesmos. E em muitos casos vingança e justiça então tão entrelaçadas que não sabemos onde uma termina e outra começa, como é o caso desta história. Glass esteve em busca de vingança ou de justiça? Talvez nunca vamos saber de fato.
Para sabermos verdadeiramente precisaríamos do próprio personagem em carne e osso para que pudéssemos entrever a sua mente e compreender a sua motivação. Não é tão simples e qualquer conclusão precipitada é uma forma de julgar e não de pensar. Será que aguentamos duas horas e meia de filme sem julgar?

Confúcio, mestre chinês da antiguidade, disse que quem busca vingança deve cavar duas covas: uma para seu inimigo e outra para si mesmo. Ele entendia, sabiamente, o quanto a vingança era autodestrutiva. Afinal, mesmo que ela traga certa dose de prazer, traz também o saber de que o que aconteceu não tem como ser desfeito e compensado. Fica-se violência pura, sem possibilidades de ser elaborado e nessa selvageria muitos outros podem encontrar destinos funestos apenas porque estavam no lugar errado e na hora errada, no meio do caminho de quem busca a vingança. Já com a justiça há paz de espírito. Algo nela pôde ser feito e reparado. A justiça não busca o prazer, mas impor limites de que nem tudo se pode e de que há consequências. Posso estar enganado, mas ao fim do filme fico com a impressão de que se tratava mais de vingança do que justiça.

Fonte:http://sylviopsi.blogspot.com.br/2016/02/analise-de-filme-o-regresso.html

Confira a lista completa de ganhadores do Oscar 2016


Com algumas surpresas e várias confirmações de favoritismo, a premiação do Oscar terminou reconhecendo o trabalho de Leonardo DiCaprio (sim, finalmente), Brie Larson, Alejandro G. Iñárritu e Ennio Morricone, entre outros. Confira abaixo a lista de vencedores do Oscar 2016:

Melhor filme

Spotlight - Segredos Revelados - Vencedor

A Grande Aposta

Ponte dos Espiões

Brooklyn

Mad Max: Estrada da Fúria

Perdido em Marte

O Quarto de Jack

O Regresso

Atriz

Brie Larson - O Quarto de Jack - Vencedora

Cate Blanchett - Carol

Jennifer Lawrence - Joy: O Nome do Sucesso

Saoirse Ronan - Brooklyn

Charlotte Rampling - 45 Anos

Ator

Leonardo DiCaprio - O Regresso - Vencedor

Bryan Cranston - Trumbo - Lista Negra

Matt Damon - Perdido em Marte

Michael Fassbender - Steve Jobs

Eddie Redmayne - A Garota Dinamarquesa

Atriz coadjuvante

Alicia Vikander - A Garota Dinamarquesa - Vencedora

Kate Winslet - Steve Jobs

Rooney Mara - Carol

Jennifer Jason Leigh - Os Oito Odiados

Rachel McAdams - Spotlight - Segredos Revelados

Ator coadjuvante

Mark Rylance - Ponte dos Espiões - Vencedor

Tom Hardy - O Regresso

Christian Bale - A Grande Aposta

Mark Ruffalo - Spotlight - Segredos Revelados

Sylvester Stallone - Creed: Nascido para Lutar

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Sonhe!



AS CARTAS PERDIDAS DE CAIO FERNANDO ABREU



Um tesouro guardado no arquivo do escritor Nei Duclós traz por inteiro o jovem Caio F, então com 27 anos, com suas lutas, medos e sonhos, reportando com lucidez e coragem a época e o país em que vivia, a profissão que abraçou e seus complicados habitantes

Decidi achar as cartas do Caio Fernando Abreu no meu arquivo (soterrado de papéis, acumulados em décadas). Ele escrevia normalmente para mim nos anos 1970, quando por um tempo fomos muito amigos e nos correspondemos, ele em Porto Alegre, eu em São Paulo. Biógrafos e estudiosos já me pediram essas cartas. Uma biógrafa chegou a duvidar da existência delas, já que eu não ofereço a aparência de um capital simbólico suficiente para convencer os deslumbrados. Mas por algum motivo não cedi.

Agora vou revisitar cada uma delas, sem obedecer a nenhuma cronologia. São todas cartas legítimas, originais, com a assinatura do amigo que já tinha grande prestígio na época e se transformou num escritor cult, numa celebridade nacional, queridíssimo por muitos milhares de leitores. Divulgo para o meu país conforme recebi: com o espírito desarmado e abraçado ao grande amor que os escritores do Brasil tem pela literatura que aqui se faz e aqui se paga com a vida.

Com vocês, o Caio que me escrevia e foi uma personalidade chegada, um amigo por algum tempo próximo, irmão das letras e generoso em sua amizade e talento. A primeira, que divulgo, é do início de agosto de 1976. Foi escrita em papel pardo comum, a máquina e corrigida a caneta. Tem algumas frases antológicas, que poderão ser notadas ao longo do seu texto.
As Cartas



Porto, 2. 8. 76
Nei:
Nosso velho conhecido — Mr. August — chegou ontem, vestido a caráter: aquele velho terno cinza muito molhado, e tão velho que já tem algumas manchas de limo. Agora é preciso hospedá-lo por 29 dias. E resistir, já que ele insiste sempre em nos puxar para dentro e para baixo. Resistiremos.

Junto com ele veio também — graças! — um pouco de luz, acho que para contrabalançar: a Pifa, um pouco mais ruiva e muito mais bonita. Deu notícias de você, da Ida, Daniel e Juliana (as mãos de Juliana já estão famosas aqui no Sul, dizem que são longuíssimas, expressivas, espirituais). Eu tinha recebido os teus BIC de pena (lindos) e a notícia do nascimento dela, fazia algum tempo. Devia ter respondido, mas a barra andou pesando, tremores de terra internos e também bodes de fora — mortes, doenças na família (avôs, avós, tias — essas coisas).

Agora estou recomeçando/refazendo. Batalho emprego COM vontade de achar y me vuelve a la universidad, dia 9. Independência ou morte é a ordem do dia. Tenho escrito bastante, umas coisas muito cruéis, às vezes até meio porcas, genetianas. Por aí você pode supor o estado da cuca. Mas tudo bem: botar o horror pra fora é um dos jeitos de não deixar que ele nos esmague.

Estou mandando procê o recorte duma entrevista com o Mário Quintana, saída no Caderno de Sábado, e onde você — glória!- pinta como um dos poetas preferidos dele. Congratulations efusivas! Acho que é o maior elogio que você já recebeu em toda a sua vida. Confesso, fiquei com inveja. Tá saindo um novo livro dele — “Apontamentos de História Sobrenatural”. Um dos poemas que mais me fez a cabeça é este aqui:

O Morituro (Mario Quintana)

SE FOR PRA TER MEDO, QUE SEJA DE UMA VIDA SEM GRAÇA


Tente imaginar a cena: você está atravessando uma rua escura dentro de cidade sabidamente violenta. De repente, o enorme vulto de um homem se projeta à sua frente, segurando uma arma nas mãos. Instintivamente, seu coração dispara, as mãos suam frio, o gosto de sangue vem à boca e os músculos se preparam para a defesa. Dois segundos depois, você descobre que o vulto é, na verdade, a projeção dos galhos de uma árvore. Por aquele breve tempo, seu corpo agiu como se a vida estivesse em perigo.

Somos biologicamente programados para ter medo. Ele é uma forma de precaução, de alertar o corpo sobre as possíveis agruras que alguém possa sofrer. Há quem defenda que tê-lo é sinal de fraqueza. “Seja macho!”, dizem por aí, como se isso significasse alguma coisa útil além de um traço de misoginia. Ainda bem que a biologia nos impede de adotar indiscriminadamente esses conselhos malucos e inconsequentes. Do contrário, lutaríamos a sangue frio com assaltantes armados e o emprego ficaria para trás ao primeiro dissabor. O medo nos faz prudentes.

A questão talvez seja sopesar para compreender até que ponto essa reação biológica impede o alcance da plenitude. Em excesso, o medo pode cegar, amarrar e impedir. Há pessoas que desperdiçam toda uma vida atadas a um relacionamento claramente infeliz, abusivo e naufragado. Outras se dedicam por dezenas de anos a um emprego que as torna tristes e miseráveis. Há ainda as que apenas planam por uma vida medíocre e sem graça sem questionarem, ao menos por um segundo, a possibilidade de haver escolhas mais interessantes a fazer. O excesso de cautela as torna inertes e subitamente suas vidas estão chegando ao fim sem que de fato tenham vivido. O medo, então, deixa de ser um aliado e estabelece vitória sobre a vida que poderia ter sido e não foi. “Viveu uma vida segura”, dirá a lápide de quem se pauta no medo como limitador da coragem. Que pessoa quereria um epitáfio desses?

Nelson Mandela gostava de repetir que “destemor é estupidez”. Contam seus amigos próximos que, durante uma viagem entre duas cidades da África, em um bimotor, uma das hélices do pequeno avião parou de funcionar. Mandela, percebendo aquilo, contatou seu segurança mais próximo, chamado Mike, para que ele perguntasse ao piloto qual era o real estado de perigo em que aquelas pessoas se encontravam. O piloto informou que seria necessário o posicionamento de caminhões de bombeiros e ambulâncias para o caso de algo dar errado.

Mike confessou, dias depois, que a única coisa que o impediu de se desesperar foi olhar para o semblante de Mandela e perceber que ele mal tirara os olhos do jornal durante a tensa e cambaleante aterrissagem. Mais tarde, quando perguntado por um amigo sobre como de fato havia se sentido durante o voo, Mandela respondeu dramática e francamente, como lhe era de costume: “Homem, eu estava morrendo de medo lá em cima!”. Coragem, portanto, não é ausência de medo. “Coragem é não deixar o medo estabelecer a derrota”

O medo é uma reação esperada e útil, a luta do corpo pela autopreservação, pois ele prefere a proteção à exposição, o conforto ao desconforto, a vida à morte. No entanto, por mais óbvio que pareça, esta jornada na Terra não nos foi dada para ser temida. Deram-nos caderno e lápis para que escrevamos nossa memorável história.

Por uma questão de discernimento, é necessário se precaver para evitar o erro e a queda, mas não há que se congelar pela singela possibilidade de falha. As biografias mais interessantes são povoadas por quedas, enfrentamentos, peito aberto, ponderação e uma pequena dose de sandice. O medo há de ser útil, mas não pode estabelecer a derrota de uma história potencialmente bela.

Coragem mesmo é ter discernimento de encarar, com bom senso e altivez, analisando caso a caso, se vale a pena pular rumo ao desconhecido.

Pensamento do dia


"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam alimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha Salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e fez os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente"

"A alegria de Habacuque apoiava-se inteiramente em sua confiança em Deus. Da mesma forma, a nossa confiança em Deus cresce à medida que o conhecemos mais intimamente, que nos dispomos a Ele dia a dia.

Fé verdadeira significa amar e servir a Deus sem se importar com as circunstâncias. Habacuque aprendeu que o medo transforma-se em fé quando dependemos totalmente do Deus em quem se pode confiar. Essa fé, por sua vez, produz alegria inigualável, paz sobrenatural. 
Habacuque imaginou-se com pés como os da corça, andando com firmeza por cima das fendas da tribulação, porque estava cheio de fé! 
Esta é uma imagem de vitória e de triunfo em tempos difíceis."

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Sem título por Leminski



Eu tão isósceles
Você ângulo
Hipóteses
Sobre o meu tesão

Teses sínteses
Antíteses
Vê bem onde pises
Pode ser meu coração

Invernáculo por Leminski


Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quem sabe maldigo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,
eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

O menino que carregava água na peneira


O menino que carregava água na peneira
(Manoel de Barros)

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

Artista brasileiro Felipe Meres expõe em Nova York


Sala da Company Gallery, em NY, com as obras do artista

Para quem tem planos de ir a Nova York, vale a pena conferir a exposição do jovem – e prodigioso! - artista brasileiro Felipe Meres, em cartaz na Company Gallery até o final de fevereiro.

Still do filme Fsision, 2015


Batizada de Fsision, sua primeira mostra individual em solo americano oferece uma visão que extrapola o antropocentrismo e se volta ao reino da natureza para repensar conceitos humanos de individualidade, originalidade e autenticidade. No trabalho em vídeo que leva o nome da exposição, o artista utilizou um microscópio modificado para capturar o comportamento de planárias - seres hermafroditas cuja a capacidade de regeneração e as formas de reprodução assexuada orientam as diversas abordagens da mostra.

Tentaculata Arabica, 2016. Impressão à jato de tinta sobre seda, proteína em pó, testosterona sintética, borracha de silicone, revestimento de espuma e barra de alumínio

“O título Fsision é um neologismo que pensei para um tipo de ato que explora os limites dos movimentos de fissão [fission] e fusão - uma ação que ao mesmo tempo separa e reúne, que, em um gesto, corta e enlaça, reconfigurando assim o que atravessa. A palavra invoca também a fissão transversal, a maneira como planárias se reproduzem de forma assexuada. Quando uma planária se reproduz por fissão, um corte ou fissura, origina em seu corpo novos organismos que emergem das partes amputadas.”, declara o artista.

O texto dissertativo-argumentativo - modelo ENEM


"Vou deixar, aqui, mais uma pequena dica sobre uma possível estrutura básica (bem simples e pouco criativa) do texto dissertativo-argumentativo – modelo ENEM. Talvez essa dica ajude àqueles que estão com dificuldades para desenvolver um texto de maneira mais clara e objetiva.

Vale ressaltar que não se trata de uma regra a ser seguida, mas apenas de uma dica que pode ser totalmente ou em partes aproveitada.



PRIMEIRO PASSO: entenda bem o tema da redação.


Faça perguntas relacionadas ao assunto.
Faça um “brainstorming”, mas sozinho: coloque seu conhecimento de mundo em ação.



Clique aqui para ler uma definição de "brainstorming" na Wikipédia


Pense no problema relacionado a esse tema: toda proposta de redação do ENEM terá um problema que precisa ser solucionado. Pense nesse problema, em suas causas e em sua solução.

É interessante responder a perguntas como:

>> Qual é o problema?
>> Por que é um problema?
>> Quais as causas desse problema?
>> Qual a solução para esse problema?
>> Por que essa solução deveria ser colocada em prática?
>> Como essa solução resolveria o problema?


Vamos usar como exemplo uma redação sobre o seguinte tema:
MOBILIDADE URBANA

>>> Comece fazendo perguntas:


O que é mobilidade urbana?
Quando se pensa em mobilidade urbana no Brasil, quais problemas podem ser apontados?
Quais as causas desses problemas?
Como fazer para resolver esses problemas?
Como essa solução resolveria os problemas?


É nesse momento que se faz o “brainstorming”


>> O que é mobilidade urbana?
Vou colocar alguns tópicos que me ajudarão a formar a ideia completa:
Infraestrutura das cidades
Meios de transporte
Transporte coletivo
Deslocamento de pessoas


>> Quando se pensa em mobilidade urbana no Brasil, quais problemas podem ser apontados?
A questão da mobilidade urbana no Brasil é um problema. Por quê?
Em tópicos:
Excesso de veículos
Congestionamentos
Transporte coletivo precário
Atrasos
Estresse
Poluição
Acidentes


>> Quais as causas desse problema?


Novamente vou colocar alguns tópicos:
Falta de planejamento urbano
Pouco espaço/incentivo para transporte alternativo, como bicicletas.
Pouco investimento em transporte coletivo eficaz.


>> Como fazer para resolver esse problema?


Vou listar algumas possibilidades:
Investimento em infraestrutura: reestruturação das vias públicas, construção/ampliação de ciclovias.
Incentivo ao transporte alternativo, como bicicletas.
Investimento em transporte coletivo mais eficaz.


>> Como essa solução resolveria o problema?


Transporte coletivo eficaz faz com que o indivíduo possa deixar o carro em casa para se deslocar pela cidade.


Se houver condições estruturais e segurança para o uso de bicicletas, por exemplo, o incentivo a esse meio de transporte alternativo poderá surtir algum efeito.



OBSERVAÇÃO: Quanto mais criativa a solução, maiores as chances de a redação ser bem avaliada. Dessa forma, é importante pensar em uma proposta inovadora, que não seja óbvia demais. Esse é o desafio!



SEGUNDO PASSO: vamos construir a redação




INTRODUÇÃO: (primeiro parágrafo da redação)




A introdução deve ter o seguinte:

>> Apresentação do tema
| >> O problema
>> A tese (é o que se pretende defender no texto)


Vejamos o exemplo:




>>> O tema é mobilidade urbana: vou colocar uma definição e explicar por que se trata de um problema.


(veja que já pensei sobre isso quando estava “entendendo o tema”)




>>> A tese é o que eu pretendo defender, é o objetivo do meu texto. Como estou fazendo uma redação “modelo ENEM”, vou apontar aqui para a solução do problema.


Atenção:

Não vou abordar a proposta de intervenção no primeiro parágrafo do texto, mas vou apontá-la como tese, como objetivo da redação. No final do texto vou desenvolver essa proposta e estabelecer uma ligação clara da conclusão com a introdução.
A ideia é a seguinte:
O tema da redação é um problema e meu objetivo é resolvê-lo.
(objetivo da redação = tese = solução para o problema).

Eu proponho uma solução, desenvolvo o texto explicando por que esse problema precisa ser solucionado e, no final, desenvolvo essa proposta e mostro como ela resolveria o problema.


>>> Voltando à redação sobre mobilidade urbana:


TESE



E preciso criar condições de o brasileiro deixar o carro em casa para se locomover pela cidade.

Como Estruturar um Texto Argumentativo



1. O texto argumentativo

     COMUNICAR não significa apenas enviar uma mensagem e fazer com que nosso ouvinte/leitor a receba e a compreenda. Dito de uma forma melhor, podemos dizer que nós nos valemos da linguagem não apenas para transmitir ideias, informações. São muito frequentes às vezes em que tomamos a palavra para fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite o que estamos expressando (e não apenas compreenda); que creia ou faça o que está sendo dito ou proposto.

     Comunicar não é, pois, apenas um fazer saber, mas também um fazer crer, um fazer fazer. Nesse sentido, a língua não é apenas um instrumento de comunicação; ela é também um instrumento de ação sobre os espíritos, isto é, uma estratégia que visa a convencer, a persuadir, a aceitar, a fazer crer, a mudar de opinião, a levar a uma determinada ação.

     Assim sendo, talvez não se caracterizaria em exagero afirmarmos que falar e escrever é argumentar.

     TEXTO ARGUMENTATIVO é o texto em que defendemos uma ideia, opinião ou ponto de vista, uma tese, procurando (por todos os meios) fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite-acreia nela.

     Num texto argumentativo, distinguem-se três componentes: a tese, os argumentos e as estratégias argumentativas.

     TESE, ou proposição, é a ideia que defendemos, necessariamente polêmica, pois a argumentação implica divergência de opinião.

     A palavra ARGUMENTO tem uma origem curiosa: vem do latim ARGUMENTUM, que tem o tema ARGU , cujo sentido primeiro é "fazer brilhar", "iluminar", a mesma raiz de "argênteo", "argúcia", "arguto".

     Os argumentos de um texto são facilmente localizados: identificada a tese, faz-se a pergunta por quê? (Ex.: o autor é contra a pena de morte (tese). Porque ... (argumentos).

     As ESTRATÉGIAS não se confundem com os ARGUMENTOS. Esses, como se disse, respondem à pergunta por quê (o autor defende uma tese tal PORQUE ... - e aí vêm os argumentos).

     ESTRATÉGIAS argumentativas são todos os recursos (verbais e não-verbais) utilizados para envolver o leitor/ouvinte, para impressioná-lo, para convencê-lo melhor, para persuadi-lo mais facilmente, para gerar credibilidade, etc.

     Os exemplos a seguir poderão dar melhor ideia acerca do que estamos falando.

     A CLAREZA do texto - para citar um primeiro exemplo - é uma estratégia argumentativa na medida em que, em sendo claro, o leitor/ouvinte poderá entender, e entendo, poderá concordar com o que está sendo exposto. Portanto, para conquistar o leitor/ouvinte, quem fala ou escreve vai procurar por todos os meios ser claro, isto é, utilizar-se da ESTRATÉGIA da clareza. A CLAREZA não é, pois, um argumento, mas é um meio (estratégia) imprescindível, para obter adesão das mentes, dos espíritos.

     O emprego da LINGUAGEM CULTA FORMAL deve ser visto como algo muito es-tra-té-gi-co em muitos tipos de texto. Com tal emprego, afirmamos nossa autoridade (= "Eu sei escrever. Eu domino a língua! Eu sou culto!") e com isso reforçamos, damos maior credibilidade ao nosso texto. Imagine, estão, um advogado escrevendo mal ... ("Ele não sabe nem escrever! Seus conhecimentos jurídicos também devem ser precários!").

     Em outros contextos, o emprego da LINGUAGEM FORMAL e até mesmo POPULAR poderá ser estratégico, pois, com isso, consegue-se mais facilmente atingir o ouvinte/leitor de classes menos favorecidas.

     O TÍTULO ou o INÍCIO do texto (escrito/falado) devem ser utilizados como estratégias ... como estratégia para captar a atenção do ouvinte/leitor imediatamente. De nada valem nossos argumentos se não são ouvidos/lidos.

     A utilização de vários argumentos, sua disposição ao longo do texto, o ataque às fontes adversárias, as antecipações ou prolepses (quando o escritor/orador prevê a argumentação do adversário e responde-a), a qualificação das fontes, a utilização da ironia, da linguagem agressiva, da repetição, das perguntas retóricas, das exclamações, etc. são alguns outros exemplos de estratégias. 

2. A estrutura de um texto argumentativo

2.1 A argumentação formal

     A nomenclatura é de Othon Garcia, em sua obra "Comunicação em Prosa Moderna".

     O autor, na mencionada obra, apresenta o seguinte plano-padrão para o que chama de argumentação formal: 

#Proposição (tese): afirmativa suficientemente definida e limitada; não deve conter em si mesma nenhum argumento.
#Análise da proposição ou tese: definição do sentido da proposição ou de alguns de seus termos, a fim de evitar mal-entendidos.
#Formulação de argumentos: fatos, exemplos, dados estatísticos, testemunhos, etc.
#Conclusão.

Pensamento do dia:"a cada manhã as misericórdias se renovam".








Bom-dia!
Deus nos ama incondicionalmente!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

7 características de uma apresentação arrasadora


Uma exposição de qualidade vai muito além de um slide bonito. Segundo especialistas, o sucesso advém da combinação de um roteiro cuidadoso, atenção ao perfil da plateia e harmonia entre fala e imagem.

Para isso, você precisa ter um briefing preciso, definir seu roteiro, elaborar o apoio visual da sua fala - e, claro, treinar, treinar e treinar.

Para sintetizar algumas características básicas de uma apresentação de alto nível, ouvimos Eduardo Adas e Rogerio Chequer, sócios da SOAP, consultoria especializada em apresentações. Confira:

1. Visual
Quanto menos textos e mais imagens, melhor. Segundo Eduardo Adas, um dos sócios da SOAP, o slide ideal é aquele completamente sem texto. “Quanto mais visual for a sua apresentação, mais foco o palestrante terá sobre si mesmo”, diz ele.

2. Minimalista
A sua apresentação deve ter palavras ou frases curtas, para facilitar a compreensão e manter a atenção da plateia no que é essencial. “Quanto mais enxuta for a sua comunicação, melhor”, diz Adas.

3. Apoiada em storytelling
“Tente não pensar em slides, mas sim em cenas de uma história que você está contando”, recomenda Adas. De acordo com ele, um roteiro com um bom fio narrativo ajuda na compreensão e na retenção do conteúdo.

4. Tangível e próxima do público
Ingredientes de comédia, suspense e até drama contribuem para captar emocionalmente o público. Procure humanizar ao máximo sua comunicação e trazer referências do cotidiano.

5. Customizada
“Apresentações de qualidade são adaptadas o máximo possível ao perfil do público”, diz Adas. Para construir um conteúdo personalizado, conheça a sua plateia com antecedência e prepare um roteiro feito especialmente para ela.

6. Complementar à fala
Segundo Rogerio Chequer, sócio da SOAP, as imagens do slide não repetir a informação dos textos. É importante investir em imagens metafóricas, capazes de instigar e engajar a plateia.

Se você está falando de um navio, é redundante expor a imagem de uma embarcação, por exemplo. “Os melhores slides são os que acrescentam informação à fala, ampliando seus significados”, explica Chequer.

7. Sincronizada com o conteúdo
Deixar exposto na tela apenas o conteúdo que você está abordando naquele momento é outro conselho dos especialistas. “Conseguir essa harmonia entre visual e oral ajuda a conter a dispersão da plateia”, diz Adas.

Por exemplo, se você está falando sobre cinco destaques de um relatório, projete um de cada vez, à medida que for avançando na sua exposição oral. Isso garante uma cadência agradável e amplia o poder didático do seu conteúdo.

Fonte: Exame

Borboletas voam no inverno 2017 da temporada de Londres



A temporada é de inverno, mas as borboletas deixam tudo com cara de primavera. Os belos e coloridos insetos ganharam as roupas e os acessórios de grifes como Alexander McQueen, Mary Katrantzou e Sophia Webster.

Confira ao longo desta página a tendência em detalhes!
Bolsa de Sophia Webster (Foto: IMax Tree)
Detalhes das borboletas de Sophia Webster (Foto: IMax Tree)
As borboletas estilizadas de Mary Katrantzou (Foto: IMax Tree)
As borboletas bordadas de Alexander McQueen (Foto: IMax Tree)
Alexander McQueen (Foto: IMax Tree)

ANTES DE PROCURAR ALGUÉM, ENCONTRE VOCÊ



"Não procure alguém que te complete, pra ser sincero, não procure ninguém. As melhores coisas da vida acontecem quando você menos espera. Acontecem quando tem que acontecer. Se for pra encontrar, encontre alguém pra sentar no sofá, bagunçar o teu cabelo e assistir aquele filme que você ama mais que sempre faz ele dormir. Encontre alguém que tenha assuntos pra conversar com você no final da noite, mesmo depois de um dia corrido, ou alguém que dispute quem de vocês faz mais pontos em Criminal Case. Se tenha por completo, esteja bem com você mesma, dê tempo pra você, porque quando a gente se basta o outro só chega pra somar. Antes de se apaixonar por alguém, se apaixone por você. Antes de querer alguém pra amar, ame-se e o outro chegará quando você menos esperar. Antes de correr atrás de alguém, lembre-se que ainda tem Netflix e uma temporada inteira daquela sua série favorita pra assistir.

Não procure alguém pra te tirar o tédio, pra dar as mãos, pra ocupar o lado esquerdo da cama e do peito se você não tiver certeza de que sozinha ocupa bem a cama e a si mesma, que sozinha você vai longe, que você não depende de ninguém pra isso, que também é capaz de encontrar os seus caminhos e que não precisa de ninguém pra te levar a lugar algum. Se carregue, se leve, seja livre, porque é de gente livre, leve e solta que o amor precisa. Quando você entende que a leveza da tua alma e a paz da tua vida não merece ser trocada por nenhum peso ou bagunça sentimental, o outro só chega pra seguir o fluxo de um amor tranquilo, pra te apresentar novos lugares e caminhos.

Não procure alguém só pra chamar de ''amor'' ou só pra apelidar de algum desses nomes fofos-clichês. Não procure alguém só pra ter quem apresentar no encontro com seus amigos, ou pra ter um colo pra pegar no sono quando o estresse do trabalho atormentar. Não se mantenha em lugares que só te perturbam, e isso também vale pra pessoas. Já perdemos muito tempo tentando seguir caminhos que não são os nossos, tentando aprender coisas que não queremos, ficando com pessoas que não suportamos. Onde não existir reciprocidade, não se demore.

Bom-dia à simplicidade!






"Aquilo que sou é o que me faz viver!"

Adentre-se!


Na porta do meu coração está talhado o seguinte aviso:
 “Se decidir entrar cante, assobie, suspire, vibre, dance e celebre!” 
Aqui não existe espaço para desânimo. 
Quem não quiser entrar no ritmo desse recanto, que não perca tempo disparando a campainha.
 
- Lígia Guerra -

"Um tornado que cabe em um beijo", por Lígia Guerra


E disse o amor… 
Não moro no ocidente. 
Não moro no oriente. 
Não pertenço à terra. 
Não pertenço ao céu. 
Sou um oceano em uma gota. 
Um tornado que cabe em um beijo. 
Um eclipse no momento do reencontro. 
O por do sol após os instantes sôfregos de entrega absoluta.
A luz que transcende a escuridão. 


- Lígia Guerra -

Pensamento do dia


"Se você agiu como tolo e exaltou-se a si mesmo, ou se planejou o mal, tape a boca com a mão!
Pois assim como bater o leite produz manteiga, 
e assim como torcer o nariz produz sangue, também suscitar a raiva produz contenda."
Provérbios 30:32,33

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Os 50 erros de português mais comuns no mundo do trabalho


Certas competências são obrigatórias para profissionais de qualquer área. O domínio do português é uma delas.
Ainda assim, infrações à norma culta da língua são uma constante no mundo corporativo - e em qualquer nível hierárquico.
A alta frequência de erros reflete problemas na educação de base do brasileiro, segundo Rosângela Cremaschi, professora de comunicação escrita na Faap e consultora na RC7.
"No nosso país, geralmente não é preciso estudar muito para passar de ano", explica. "Por isso, a maioria não se aprofunda no próprio idioma e ingressa no mercado de trabalho com muitas dúvidas sobre o assunto".
Além de deficiências na formação básica, a falta de familiaridade com a escrita também contribui para o problema.
Segundo a professora, quem lê pouco - e escreve de forma mecânica - está mais suscetível a "atropelar" alguns preceitos básicos da língua.
Veja a seguir os 50 erros de português mais comuns no mundo do trabalho de acordo com Rosângela. As informações foram retiradas da obra "Livro de anotações com 101 dicas de português" (Editora Hunter Books, 2014), de autoria da professora:

1- Anexo / Anexa

Errado: Seguem anexo os documentos solicitados.
Certo: Seguem anexos os documentos solicitados.
Por quê? Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere.
Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição. 

2- “Em vez de” / “ao invés de”

Errado: Ao invés de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.
Certo:
 Em vez de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.
Por quê? Em vez de é usado como substituição. Ao invés de é usado como oposição. Ex: Subimos, ao invés de descer.

3- “Esquecer” / “Esquecer-se de”

Errado: Eu esqueci da reunião.
Certo: 
Há duas formas: Eu me esqueci da reunião. ou Eu esqueci a reunião.
Por quê?
 O verbo esquecer só é usado com a preposição de (de – da – do) quando vier acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos).

4-“Faz” / “Fazem”

Errado: Fazem dois meses que trabalho nesta empresa.
Certo:
 Faz dois meses que trabalho nesta empresa.
Por quê? 
No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Em outros sentidos, concorda com o sujeito. Ex: Eles fizeram um bom trabalho.

5- “Ao encontro de" / “De encontro a”

Errado: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio de encontro ao que desejavam.
Certo: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio ao encontro do que desejavam.
Por quê? “Ao encontro de” dá ideia de harmonia e “De encontro a” dá ideia de oposição. No exemplo acima, os diretores só podem ficar satisfeitos se a atitude vier ao encontro do que desejam.

6- A par / ao par

Errado: Ele já está ao par do ocorrido.
Certo: Ele já está a par do ocorrido.
Por quê? No sentido de estar ciente, o correto é “a par”. Use “ao par” somente para equivalência cambial. Ex: “Há muito tempo, o dólar e o real estiveram quase ao par.”

7- “Quite” / “quites”

Errado: O contribuinte está quites com a Receita Federal.
Certo:
 O contribuinte está quite com a Receita Federal.
Por quê? 
“Quite” deve concordar com o substantivo a que se refere. 

8- “Media” / “Medeia”

Errado: Ele sempre media os debates.
Certo: 
Ele sempre medeia os debates.
Por quê? 
Há quatro verbos irregulares com final –iar: mediar, ansiar, incendiar e odiar. Todos se conjugam como “odiar”: medeio, anseio, incendeio e odeio.

9- “Através” / “por meio”

Errado: Os senadores sugerem que, através de lei complementar, os convênios sejam firmados com os estados.
Certo: 
Os senadores sugerem que, por meio de lei complementar, os convênios sejam firmados com os estados.
Por quê?
 Por meio significa “por intermédio”. Através de, por outro lado, expressa a ideia de atravessar. Ex: Olhava através da janela.

10- “Ao meu ver” / “A meu ver”

Errado: Ao meu ver, o evento foi um sucesso.
Certo: 
A meu ver, o evento foi um sucesso.
Por quê?
 “Ao meu ver” não existe.

11- “A princípio” / “Em princípio” 

Errado: Achamos, em princípio, que ele estava falando a verdade. 
Certo: 
Achamos, a princípio, que ele estava falando a verdade. 
Por quê? 
A princípio equivale a “no início”. Em princípio significa “em tese”. Ex: Em princípio, todo homem é igual perante a lei.

12- “Senão” / “Se não”

Errado: Nada fazia se não reclamar.
Certo: 
Nada fazia senão reclamar.
Por quê?
 Senão significa “a não ser”, “caso contrário”. Se não é usado nas orações subordinadas condicionais. Ex: Se não chover, poderemos sair.

13- “Onde” / “Aonde”

Errado: Aonde coloquei minhas chaves?
Certo: 
Onde coloquei minhas chaves?
Por quê? 
Onde se refere a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. Indica permanência. Aonde se refere ao lugar para onde alguém ou alguma coisa vai. Indica movimento. Ex: Ainda não sabemos aonde iremos.

14- “Visar” / “Visar a”

Errado: Ele visava o cargo de gerente.
Certo: 
Ele visava ao cargo de gerente.
Por quê? 
O verbo visar, no sentido de almejar, pede a preposição a.
Obs: Quando anteceder um verbo, dispensa-se a preposição “a”. Ex: Elas visavam viajar para o exterior.

15- "A" / "há"

Errado: Atuo no setor de controladoria a 15 anos.
Certo: 
Atuo no setor de controladoria há 15 anos.
Por quê?
 Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância. Exs: Falarei com o diretor daqui a cinco dias. Ele mora a duas horas do escritório.

16- “Aceita-se” / “Aceitam-se”

Errado: Aceita-se encomendas para festas.
Certo: 
Aceitam-se encomendas para festas.
Por quê? 
A presença da partícula apassivadora “se” exige que o verbo transitivo direto concorde com o sujeito.

17- “Precisa-se” / “Precisam-se”

Errado: Precisam-se de estagiários.
Certo: 
Precisa-se de estagiários.
Por quê?
 Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece no singular. 

TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO



Sobre os Termos Acessórios

Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da oração, são importantes para a compreensão do enunciado. Ao acrescentar informações novas, esses termos:

- caracterizam o ser;

- determinam os substantivos;

- exprimem circunstância.

São termos acessórios da oração: o adjunto adverbial, o adjunto adnominal e o aposto.

Vamos observar o exemplo:Anoiteceu.



No exemplo acima, temos uma oração de predicado verbal formado por um verbo impessoal. Trata-se de uma oração sem sujeito. O verbo anoiteceu é suficiente para transmitir a mensagem enunciada. Poderíamos, no entanto, ampliar a gama de informações contidas nessa frase:

Por exemplo:
Suavemente anoiteceu na cidade.



A ideia central continua contida no verbo da oração. Temos, agora, duas noções acessórias, circunstanciais, ligadas ao processo verbal: o modo como anoiteceu (suavemente) e o lugar onde anoiteceu (na cidade). A esses termos acessórios que indicam circunstâncias relativas ao processo verbal damos o nome de adjuntos adverbiais.

Agora, observe o que ocorre ao expandirmos um pouco mais a oração acima:

Por exemplo:
 Suavemente anoiteceu na deserta cidade do planalto.

JÁ OROU PELO PROFESSOR DE SEU FILHO HOJE?


AINDA HÁ TEMPO!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Horário de verão 2016 termina no próximo domingo




O horário de verão 2016 termina no próximo fim de semana do dia 20 para o dia 21 de fevereiro. Com isso, a partir das 0h do dia 21 de fevereiro de 2016, os relógios devem ser atrasados em uma hora nos estados em que o Horário de Verão é válido. O horário especial começou, em 2015, à meia-noite do dia 18 de outubro.
Os Estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país que terão de voltar o relógio em uma hora são: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.
As regras estão estipuladas no decreto 6.558/ 2008, que fixa a duração da media do horário de verão em quatro meses. A data estipulada para o início do horário de verão é sempre o terceiro domingo de outubro, e o encerramento ocorre no terceiro domingo de fevereiro.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o horário de verão tem como objetivo principal a redução da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período de ponta, ou seja, quando mais pessoas, empresas e indústrias estão utilizando a energia elétrica. Isso é possível porque a parcela de carga de iluminação passa a ser acionada mais tarde do que normalmente o seria, motivada pelo adiantamento do horário.

Foi-se Umberto Eco, mas "O nome da rosa" ficará eternizado em nossos corações





Umberto Eco, autor do clássico ‘O Nome da Rosa’, morre aos 84 anos
Eco foi pensador, filósofo, ensaísta, romancista e crítico literário.
Ele vendeu mais 30 milhões de livros entre ficção e títulos científicos.

Na noite de sexta-feira (19) foi anunciada na Itália a morte do pensador, filósofo, ensaísta, romancista e crítico literário italiano Umberto Eco. Ele tinha 84 anos e as causas da morte ainda não foram divulgadas. Segundo a agência France Presse, ele sofria de câncer. Eco era uma das figuras mais relevantes da cultura mundial dos últimos 50 anos.

No mundo inteiro Umberto Eco vendeu mais de 30 milhões de livros, entre ficção, crítica literária e títulos científicos sobre linguística.

"O Nome da Rosa" é o título mais famoso. Foi um sucesso também no cinema, contando com Sean Connery uma história de suspense passada na Idade Média que é também uma profunda reflexão sobre a passagem para o mundo moderno, a invenção da ciência e o fim dos dogmas religiosos.

O doutor em Filosofia pela Universiade de Turin participou do chamado Grupo 63 com a publicação de ensaios sobre arte contemporânea, cultura de masssa e meios de cmunicação. entre os trabalhos está o famoso "Apocalípticos e Integrados", de 1965. Pioneiro da semiótica, a ciência dos signos, Eco foi também um teórico da linguagem.

Umberto Eco tinha enorme facilidade de comunicação: antes de se tornar um filósofo e escritor renomado, escrevia sátiras sobre os costumes dos políticos italianos e a televisão.

Eco era um livre pensador preocupado com a liberdade de pensamento e expressão e era um ácido debatedor de temas como fé e dogma.

"Quando os homens param de acreditar em Deus, não quer dizer que não acreditem em nada: é aí que eles acreditam em tudo", é o lema de seu site pessoal.

Entre as obras mais recentes estão "O Cemitério de Praga", de 2010, e "Número Zero", publicado no ano passado.

Em entrevista a Ilze Scamparini no ano passado, o filósofo e escritor italiano falou do último livro, "Número Zero", que critica o mau jornalismo.

Umberto Eco foi também um dos grandes críticos da nossa era. Começando pela internet. Eco chegou velho à era do computador, da revolução da informação, mas se convenceu que a imensa liberdade da internet não torna as pessoas livres.

"Elas só ficam livres", dizia Eco, "quando aprendem as lições da condição humana". E isso só conseguem lendo livros. Eco era muito crítico também em relação ao papel dos intelectuais nas sociedades modernas. "Os intelectuais aparecem demais na televisão e como não tem as respostas para tudo, acabam dizendo um monte de besteiras", dizia ele.

Eco dizia que seria melhor aos intelectuais repetir o filósofo Sócrates: "Eu sei que eu não sei".

Fonte: O Globo

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