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A ARTE RENOVA O OLHAR!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

DELÍRIO



“Ria até que o que parece trágico perca o sentido,      e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada.”

CORAÇÕES CINZAS



“Que o sol a brilhar nas manhãs chuvosas tenha força para radiar os corações cinzas.”

CAIO FERNANDO DE ABREU

ESQUINAS DO MUNDO




“Porque o mundo, apesar de redondo,
 tem muitas esquinas.”

CAIO FERNANDO ABREU

HIPSTERS E HIPSTERISMOS




Quando minha professora de francês me perguntou por que eu gostava do bairro onde eu moro, descrevi algumas características da minha região. Não tem restaurantes em rede, não tem shopping center, não tem vallets de estacionamentos à frente de restaurantes, não tem segurança na porta da boutique. E mais: a melhor sorveteria da cidade só existe no meu bairro. Fica do lado de um boteco nordestino com comida ímpar, vizinho de uma pizzaria tocada por argentinos. Os hermanos não cobram mais que 35 reais (10 euros) por uma pizza gigante entregue em casa feita com produtos extremamente frescos e saborosos.

À frente desta pizzaria chegou uma concorrente gigante. É uma dessas pizzarias de rede. Dois andares, adega, vallet, decoração medonha, mas pretenciosamente chique e estilosa. Está há seis meses às moscas. Não tem a cara do bairro. Acho, então, que o bairro é hipster :P

Ah, então meu bairro é o bairro da moda? É. Mas é da moda porque é hipster? Infelizmente sim. Me diz minha professora: sei que você gosta da sua área porque você é hipster, não é? Interrogo-me em silêncio: sou hipster. Sim e não - vai depender da definição que se faz de hipster.



A definição que cabe, e da qual origina o termo, é muito interessante e contra cultural. E tem sim ainda a cara da região onde moro. E várias metrópoles do mundo têm regiões assim. Ser hipster tem a ver com consumir menos, dedicar menos tempo da vida a estar dentro de um escritório. Tem a ver com comer em lugares próximos e que valorizam a produção local. Tem a ver com valorizar as coisas mais simples, olhar menos para o que é novo, reler o passado, relaxar um pouco com o visual, cultivar hábitos inclusive mais orgânicos, saudáveis e ao ar livre. Daí a barba grande. Daí os restaurantes fofos e simples. Daí a mania por livraria - é um resgate ao antigo. Daí os coques no cabelo - deixar crescer e prender com o calor (não é meu caso!). Daí vestir-se com roupas antigas, revisitar o armário dos pais, brechós, demonizar marcas banais... Enfim, é um estilo de vida que se encaixa nessa tendência de que menos pode ser mais.

A lógica do mercado - não é uma crítica, é só uma explicação - é assim: identifica-se um movimento, uma tendência. Apropria-se desta tendência e passa-se a vendê-la. Hipster vira uma roupa. Hipster vira uma linha de produto para barcas. Hipster vira o nome de empreendimentos imobiliários milionários no bairro onde eu moro (ArtPinheiros, Loft São Paulo...). Hipster vira uma escola de grafite, uma nova linha de bicicletas dobráveis, uma prateleira de orgânicos nos caros supermercados. E, é lógico, hipster passa a equivaler a preços exorbitantes. Porque hipster é moda. E é isso que acontece com a região em que vivo.



Não é exatamente o foco do roteiro, mas o filme Enquanto Somos Jovens (2014), de Noah Baumach, brilha ao explicar essa lógica. Um casal de meia idade está fascinado pelo estilo de vida de jovens de vinte e poucos anos. Estes jovens já se mostram na segunda onda da tendência hipster, consumindo por consumir este estilo de vida, gastando tubos de dinheiro com vinis, livros e fitas cassetes completamente desconectados do sentido daquilo. Estão adquirindo uma identidade. Eles consomem um estilo de vida que lhes foi vendido. E, como jovens, têm os desejos do casal de 40 projetas sobre eles. Os mais velhos passam a mimetizá-los. Na prática, é o que nos acontece: quando nos deparamos com lofts caríssimos nos bairros hipsters de nossas cidades, galerias de arte vendendo grafites a preços exorbitantes, a rede Urban Outfitters mapeando os souvernis mundiais que você poderia garimpar em suas viagens, é hora d acordar: roubaram um estilo de ida de um grupo, estão vendendo mais caro e muita gente que está pagando por isso sequer tem noção do que aquilo significa.

Resistir é preciso. E saber identificar o que está por trás das roupas, das casa, dos hábitos e dos objetos que dão identidade a um bando ajuda a diferenciar o que é falso do que é verdadeiro. Se for pra ser hipster, que seja de verdade ;-)



© obvious: http://obviousmag.org/historia_das_nossas_vidas/2015/hipsters-e-hipsterismos.html#ixzz3syU9fc6x

Inspire-se no "Natal luz sustentável" em Carangola!













Espetacular!

Em tempos de crise, crie!

Artista Charles Sprague Pearce by Faleroni













Resiliência para voar


Que o nosso voo seja de resiliência,
caso haja mau tempo.

domingo, 29 de novembro de 2015

INVADIMOS O MUSEU DO AMANHÃ NO RIO,POR BETA GERMANO, CASA VOGUE


Inspirado pelas bromélias do Jardim Botânico, Santiago Calatrava desenhou uma estrutura modular que se movimenta de acordo com o sol para potencializar a captação de luz
O Museu do Amanhã é iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebida e realizada pela Fundação Roberto Marinho (instituição ligada ao Grupo Globo)

Em tempos de abundância ou crise, cariocas sempre tiveram orgulho de sua cidade nada menos que maravilhosa. Agora eles têm mais alguns motivos para estufar o peito: depois da reinauguração da Praça Mauá, a cidade ganha (de presente de natal) o Museu do Amanhã.

Para falar sobre o futuro, nada melhor que olhar para o passado e o presente. Não havia melhor locação, então, senão a zona portuária, onde o Rio de Janeiro nasceu e se instalou e, agora, sofre intensas – e positivas – transformações ao se preparar para um amanhã mais consciente e (quiçá) próspero.

Se os cariocas sofreram durante quatro anos entre negociações e derrubada do Elevado da Perimetral, hoje já podem vivenciar o impacto (e alivio) de sua demolição. Ele já está esquecido e a região vislumbrada por Visconde de Mauá, que já abrigou a saudosa Rádio Nacional, virou ponto de encontro: os visitantes do MARse misturam aos food trucks e vizinhos sedentos por lazer...e água. A Baía de Guanabara virou piscina para os locais!


A renovada Praça Mauá já foi aprovada pelos cariocas
E a Baía de Guanabara virou piscina


E dela, aliás, que parte o projeto do espanhol Santiago Calatrava. O Museu do Amanhã invade um dos maiores símbolos do Rio de Janeiro e, se a ideia é mostrar as possibilidades de construção de um futuro melhor, o edifício começa seu discurso pela sustentabilidade: a água da Guanabara é usada nos sistemas de climatização e banheiros do museu e, depois, reutilizada nos espelhos d´água, onde ela é tratada e jogada de volta para a Baía.

O uso da energia solar garante um espetáculo à parte. Inspirado pelas bromélias do Jardim Botânico, Calatrava criou uma estrutura modular que se movimenta de acordo com o sol para potencializar a captação de luz.
Planta do museu com a expografia difidida pela cinco perguntas existenciais que o museu tenta responder


Pensamento para o dia


"Sou eu apenas um Deus de perto", pergunta o Senhor, "e não também um Deus de longe?
Poderá alguém esconder-se sem que eu o veja? ", pergunta o Senhor. "Não sou eu aquele que enche os céus e a terra? ", pergunta o Senhor."
Jeremias 23:23,24




 "Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o SENHOR, e como um martelo que esmiúça a pedra?"
Jeremias 23.29

sábado, 28 de novembro de 2015

Outono em Londres




Kew Gardens

Esse é o famoso jardim botânico de Londres que fica a 30 minutos do centro. Um parque imenso, com 132 hectares, que é considerado patrimônio mundial da Unesco e não é para menos. Para quem gosta de viajar na beleza da natureza, o Kew Gardens conta com aproximadamente 30 mil espécies de plantas, considerado um dos lugares com a maior coleção de plantas vivas do mundo. Dentre essa coleção, estão em torno de 14 mil árvores, uma coleção de orquídeas de mais de 200 anos e 6 estufas, sendo uma delas a maior do mundo.





Momento Clarice Lispector



DEBATE SOBRE A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR através da Regional Noroeste Fluminense, em Itaperuna


O debate aconteceu ontem no auditório da Unig em Itaperuna, e foi maravilhoso participar deste momento único de nossa história.

A Regional Noroeste Fluminense nos proporcionou mais uma oportunidade para discutirmos passos importantes da BNCC.
 Somos a ágora do século XXI!




 E ainda pudemos contar com a doação de vários livros pela escritora Suely de Paula Coutinho.


 Time da Regional, organizadores do evento, Giovana, Luciana, José Luiz e Leda fizeram toda a diferença neste dia junto a todo corpo docente.






Sabemos que o caminho é longo,
mas nos dispusemos a caminhar,
e é por isto que acredito em dias melhores através da Educação!
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-
Agradeço ao momento de comungar ideias e avançar com vocês!
Avante Noroeste!


Obs.: Querida Jamille muito obrigada pelas fotos!
Muito bom rever você!


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