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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Porcelana azul, branca e globalizada

Um dos mais notáveis artistas da atualidade na Coreia do Sul, Kim Joon justapõe motivos asiáticos tradicionais e novas mídias; na série Blue Jeans Blues, ele utiliza softwares 3D para tatuar imagens ícones da cultura pop ocidental – incluindo guitarras, carros e armas – nos fundos brancos de porcelanas

Desde que saiu da China no século 17, a porcelana azul e branca caiu nas graças do Ocidente por seu valor estético e delicadeza. O fascínio por essa louça fina culminou, nos anos seguintes, em uma série de reinterpretações que levaram à concepção de novas padronagens e estilos, como o Willow (britânico), o Delft (holandês) e o Sèvres (francês), para citar alguns. “A porcelana azul e branca se tornou global bem antes de o conceito moderno de globalização ter sido inventado”, comenta Laurent de Verneuil, curador da exposição My Blue China – La Mondialization em Bleu et Blanc. Em cartaz até 21 de novembro, a mostra é realizada pela Fundação Bernardaudem um dos principais centros de produção de louça de alto padrão da Europa: a cidade de Limoges, no interior da França.
O mural do japonês Katsuyo Aoki sobrepõe imagens da cultura pop aos tradicionais padrões da porcelana

Para compor a exibição foram selecionados trabalhos de 13 artistas contemporâneos de dez nacionalidades, todos eles bem afinados coma história e a cultura da cerâmica bicromática. Há pinturas, fotografias, esculturas e videoinstalações. Em muitas das obras é possível identificar o diálogo, às vezes intrincado, entre a arte oriental e os valores do Ocidente. Também dá para enxergar de que forma a tradição e as técnicas ancestrais de produção, tão associadas à porcelana, podem interagir coma tecnologia digital e com a cultura pop.
A americana Ann Agee se apropria do estilo Delft para criar peças de parede

As criações da americana Ann Agee são um exemplo. Interessada em tratar questões que incluem o sexismo e a repressão do indivíduo na sociedade contemporânea, ela usa o estilo Delft e seus clichês em composições de parede que criticam os costumes burgueses. A inter-relação entre Oriente e Ocidente é marcante ainda na obra do sul-coreano Kim Joon. Um dos artistas asiáticos mais bem-sucedidos da atualidade, Joon comumente aborda temas como desejo,memória e juventude. Nas peças exibidas, ele une imagens pop ocidentais a motivos tradicionais do seu continente.
Escultura Cultural Revolution Repudiated, do holandês Bouke de Vries

Além de vários nomes de origem asiática – há representantes do Japão e da China –, a mostra traz também trabalhos da britânica Claire Partington, do belga Jan De Vliegher e do holandês Bouke de Vries, distribuídos no salão de 300 m² da Fundação Bernardaud.

My Blue China – La Mondialization em Bleu et Blanc
Data: até 21 de novembro
Local: Fundação Bernardaud
Endereço: 27, rue Albert-Thomas, Limoges, França
Pintura a óleo do belga Jan De Vliegher

Fonte: Casa Vogue

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