SEJA BEM-VINDO!

A ARTE RENOVA O OLHAR!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Baby - Rita Lee




Baby
Rita Lee


Você precisa saber da piscina
Da margarina, da Carolina, da gasolina
Você precisa saber de mim

Baby, baby
Eu sei que é assim

Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete, andar com a gente
Me ver de perto
Ouvir aquela canção do Roberto

Baby, baby
Há quanto tempo

Você precisa aprender inglês
Precisa aprender o que eu sei
E o que eu não sei mais

Eu sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul
Da América do Sul
Você precisa, você precisa

Não sei, leia na minha camisa
Baby, baby
I love you

Foto de Aroldo Vieira de Souza.

Sobre a infância do poeta que só usa a palavra para compor silêncios...




Os poetas são geralmente acometidos pela vontade - alguém diria "necessidade" - de produzir uma "grande obra" ou uma sequência de obras que marque definitivamente seu nome na História. Ao grande - alguém diria "enorme e inesquecível e..." - Manoel de Barros, poeta cuiabense, correu a ideia de fazer uma "biografia poética", que iria abranger sua infância, juventude, vida adulta e velhice.

O poeta escreveu os poemas da "Infância" e, quando iria começar os poemas da "Juventude", percebeu que tudo em sua vida era infância. Em Manoel, tudo é infância. Logo, o que o consenso chamaria "infância", ao poeta, é apenas a "Primeira Infância".

Manoel - que foi indicado como o maior poeta do País por Drummond - ainda recusa-se a dizer que são memórias recontadas ou apenas fatos revestidos da cutícula da Poesia, afirma ele que são "memórias inventadas". Serve de epígrafe o verso:

"Tudo o que não invento é falso"

Fica bem claro ao longo das memórias inventadas na primeira infância as odes a quem introduziu o poeta no mundo das coisas:

"Daí que também a vó me ensinou a não desprezar as coisas
desprezíveis
E nem os seres desprezados."
Manoel de Barros, em "Obrar"


CONFIRA OS RETRATOS ILUSÓRIOS DE ALEXANDER KHOKHLOV!


O fotógrafo Alexander Khokhlov criou mais uma série de retratos coloridos com a intenção de parecerem em 2D utilizando diferentes técnicas de pintura de rosto. Uma maquiagem marcante combinando gráficos, aquarelas e pinturas a óleo. Com a ajuda da maquiadora profissional Valeriya Kutsan os traços naturais dos modelos são quase indistinguíveis.


























Fonte: Obvious.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Para Viver Um Grande Amor




Para Viver Um Grande Amor

Vinicius de Moraes


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.


Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nunca é tarde para se sonhar...





Hoje eu só quero afagos e carinhos para sonhar daquele jeitinho.
Beijinhos, Aline Carla.

Aonde está o drama?





"Às vezes o eterno pode durar apenas um segundo!"

Para sempre




"Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre."
Charles Chaplin

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Exposição traz obras de arte feitas inteiramente com blocos de Lego


Mostra em Bruxelas tem 70 esculturas 'montadas' por americano Nathan Sawaya, algumas com 80 mil peças




Como uma brincadeira de criança que ganha grandes proporções, o artista americano Nathan Sawaya ficou conhecido no mundo inteiro com suas obras elaboradas exclusivamente com blocos Lego.



O artista diz que gosta de ver a reação das pessoas diante de objetos de arte criados com algo que todos conhecem. Foto: Divulgação/©Fire-Starter

Sua exposição itinerante The Art of the Brick ("A Arte do Tijolo", em tradução livre), lançada em 2011, já foi vista por mais de 1,5 milhão de pessoas nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Ásia e chega à Europa, com uma primeira parada na Bolsa de Bruxelas, onde ficará até 21 de abril de 2014.

A capital belga recebe 70 de suas obras mais impressionantes, reunindo cerca de um milhão de peças de Lego em um espaço de 1,3 mil metros quadrados.

Entre elas se destaca um esqueleto de tiranossauro de seis metros de comprimento, que custou ao artista três meses de trabalho e mais de 80 mil blocos do popular brinquedo de plástico, além de reproduções em três dimensões de telas clássicas, como O Beijo, de Klimt, e O Grito, de Edvard Munch.
Divulgação/©Fire-Starter
Dinossauro feito de Lego por Nathan Sawaya

Sawaya também revisitou esculturas como a Vênus de Milo, de Alexandros de Antióquia, e O Pensador, de Rodin, e criou obras originais que mostram figuras humanas em plena transformação.

Em uma homenagem a Bruxelas, o artista construiu para esta exposição uma reprodução do Manneken-Pis, a escultura de um garoto urinando considerada símbolo da cidade.

Advogado de formação, Sawaya começou a construir objetos com Lego na infância, como qualquer criança, mas sua paixão e habilidade com o brinquedo evoluiu com o tempo.

Em 2004 ele desistiu do trabalho em um escritório de advocacia para integrar a equipe artística de Lego, antes de abrir um estúdio de artes em Nova York e começar a expor suas obras em 2007.

"Gosto de ver a reação das pessoas diante de obras de arte criadas a partir de algo com o qual são familiares. Todo mundo pode estabelecer uma relação com essas obras porque, na base, trata-se de um brinquedo que muitas crianças têm em casa", ele explica.

Vejo flores em você



As Semanas de Moda levaram um jardim às passarelas de prêt-à-porter e alta costura. Em Nova York, Londres, Milão e Paris a estampa floral apareceu tanto em cores fortes, como o pink e verde, como em tons fechados, passando pelo vinho e preto. Os looks florais animam qualquer dia, ainda mais na primavera e verão, quando a temperatura aumenta e o sol dá as caras (quase) todos os dias.

A Dior apostou em estampas vivas, em rosa e vermelho, já a Givenchy apresentou criações com florais em cinza e vinho, em uma cartela de cores mais fechada. Para Roberto Cavalli, a opção foi o tradicional e indefectível preto e branco.

Quem quiser ousar, o caminho é misturar a padronagem com outras estampas. O segredo é usar duas peças que tenham a mesma cartela de cores. E se ousadia está fora do seu armário, algumas combinações são curingas. Abuse de shorts, saias e camisas floridas em dupla com itens lisos.

Fonte:IG

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Chuva e muita inspiração com Arte!





Sugestões para o Natal com decoração rural, amei!








“Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” 
“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.” “Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem...
 O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido."
 “Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.” 
“São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. 
No entanto, elas sabem o essencial da vida.” 
“Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir
 e não se torna como criança jamais será sábio.”

Rubem Alves

Fotos de Aroldo de Souza Vieira

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