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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cena Contemporânea vai ocupar as salas do Plano Piloto até setembro

Entre os produzidos em terras estrangeiras, Guilherme Reis destaca o mexicano Amarillo, do Teatro Línea de Sombra (Roberto Blenda/Divulgação )
Entre os produzidos em terras estrangeiras, Guilherme Reis destaca o mexicano Amarillo, do Teatro Línea de Sombra
A pouco mais de um mês da estreia do espetáculo que inaugura a 11ª edição do Festival Cena Contemporânea, realizado em diversos espaços da cidade entre 23 de agosto e 4 de setembro, o organizador, Guilherme Reis, está a mil por hora. Afinal de contas, este é o momento de contratar a equipe, organizar a logística das cargas, reservar as passagens dos artistas convidados, definir a identidade visual da mostra e cuidar de todos os pormenores que a produção de um evento desse porte exige. As 31 atrações da disputada agenda da mostra, entre internacionais, nacionais e de artistas da cidade, já foram definidas, e mesmo sem seguir uma proposta claramente definida, acabaram ganhando uma espécie de unidade.

“Não gosto de começar com um conceito, mas ele vai se impondo na programação. O que me parece é que vai se ressaltar a diversidade estética de fazer teatro em várias partes do mundo e como essas formas se conectam. Também há um olhar mais político sobre a sociedade”, adianta Reis, que, ao contrário dos organizadores de outros eventos teatrais, não abre um prazo de inscrição para fazer a seleção. Em qualquer período do ano recebe material de artistas interessados em participar da mostra, uma das mais importantes do Brasil. O volume de participações anda tão intenso que ele já pensa na edição do Cena Contemporânea de 2012. 

O tributo artístico de 2011 não será a um país específico, mas a um ator marcante no universo brasiliense (e brasileiro) de teatro. “Dedico essa edição ao ator B. de Paiva, pela importância que tem para o teatro, pela formação de atores e diretores, por sua dedicação à Universidade de Brasília (UnB), à Fundação Brasileira de Teatro e à Faculdade de Teatro Dulcina de Moraes, por sua vitalidade e por ser uma memória do teatro brasileiro”, afirma Guilherme Reis.

Neste ano, serão 10 espetáculos internacionais, 13 nacionais e nove made in Brasília. Entre os produzidos em terras estrangeiras, Guilherme Reis destaca o mexicano Amarillo, do Teatro Línea de Sombra, que trata da travessia ilegal da fronteira que separa o México dos Estados Unidos. “É um destaque por tudo. Por ser latino, pelo tema, por ser um grupo jovem que faz sucesso por onde passa”, completa o organizador da mostra. Outro ponto forte dessa edição é Las tribulaciones de Virginia, criação dos Hermanos Oligor, da Espanha. Em um ambiente que faz lembrar o sótão de uma oficina, os dois irmãos contam uma história de amor e desamor. “O espetáculo é uma caixinha de música. Os dois lembram o Professor Pardal, cercados de mecanismos, tudo se movimenta no palco e a história é contada para um público reduzido”, relata.

Da GroenlândiaDa gélida Dinamarca, o Cena importa a montagem 79’Fjord – Expedição ao desconhecido, da companhia Teatret Om. “O público entra em um iglu para conhecer a história de uma aventura na neve, no início do século passado, na Groenlândia”, detalha Reis. Ainda entre as produções estrangeiras, Propaganda, da trupe australiana Acrobat, destaca-se pela virtude. O casal e os filhos que integram a companhia usam técnicas circenses para propor uma revolução pacífica e ecológica, na tentativa de convencer o espectador a lutar por um futuro melhor para o planeta. 

Darkness Poomba e Awake são duas coreografias de Kim Jae Duk que aliam qualidade técnica com música feita ao vivo. Da Polônia, chega a Brasília a peça Carson city, em que um grupo de jovens atores recém-saídos da universidade revela sua visão crítica de um crime ocorrido em uma cidadezinha americana. A criação é do coletivo 52°43'N 19°42' e Project.

Dos destaques da produção nacional, Guilherme Reis ressalta a presença de Aderbal Freire Filho, com a montagem Depois do filme, uma reflexão sobre a velhice que ele mesmo escreveu e agora encena. De Natal, os Clowns de Shakespeare trazem a peça Sua incelença, Ricardo III, uma versão sertaneja da história do nobre britânico. Jardim, terceiro espetáculo da Cia. Hiato, que investe na sobreposição de histórias que se completam na memória do espectador, também virá ao festival. “Há três anos eles são constantemente premiados. É uma novidade que chegou muito forte no cenário do teatro brasileiro”, considera o curador, que contou com a ajuda do diretor Dimer Monteiro para selecionar os espetáculos nacionais e internacionais. 

A mostra ficará restrita aos espaços do Plano Piloto, ao contrário da edição anterior, que estendeu sua atuação a cidades como Taguatinga e Ceilândia. “Recebemos um telefonema do secretário de Cultura, dizendo que o governo não pode ficar fora do Cena. Estamos avançando para um apoio concreto, existe a decisão política de apoiar. Precisaríamos confirmar as cooperações mais cedo para levar o festival a outras cidades”, acredita Reis. Outra novidade é a Mostra Petrobras, que trouxe cinco espetáculos para completar a programação do festival. Os ingressos para cada atração, a R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia), começarão a ser vendidos entre os dias 9 e 10 de agosto em três bilheterias: no Teatro Nacional, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e na Caixa Cultural.

Rumo a 2012Em 2012, o Cena Contemporânea terá uma edição especial, totalmente voltada para a produção da África e da América Latina. “Aderimos às comemorações do 50 anos de aniversário da Universidade de Brasília (UnB) e à ideia do reitor de resgatar o Festival latino-americano e africano de arte e cultura, realizado em 1987”, explica Reis. A curadoria já começou e a rede de contatos anda a todo vapor. As negociações prosseguem durante a edição deste ano, quando o festival receberá cerca de 30 programadores, gestores e diretores de festivais de América Latina, Europa e África.



Destaques
» Amarillo (México) 
» Las tribulaciones de Virginia – Hermanos Oligor (Espanha) 
» 79’F Jord – Expedição ao desconhecido – Teatret OM (Dinamarca)
» Darkness poomba (Coreia do Sul)- Kim Jae Duk
» Propaganda – Acrobat (Austrália)

Confira as atrações confirmadas para esta edição: 

Espetáculos internacionais:


Amarillo (México) – 24, 25 e 26 de agosto, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional

Ni ogros ni princesas – Privisional Danza (Espanha) – 24, 25 e 26 de agosto, no Teatro da Caixa

Las tribulaciones de Virginia – Hermanos Oligor (Espanha) - 25, 26, 27 e 28 de agosto, no Teatro II do CCBB

79’FJORD – Expedição ao desconhecido – Teatret OM (Dinamarca) - 25, 26, 27 e 28 de agosto, no Pavilhão de Vidro do CCBBQue ruido tan triste es el que hacen dos cuerpos cuándo se amam (Argentina) – 24, 25 e 26 de agosto, no teatro Garagem

Propaganda – Acrobat (Austrália) – 28, 29 e 30 de agosto, na Funarte

Carson City (Polônia)

Darkness Poomba (Coréia do Sul)

História Em V Planivuelo – Triciclo Rojo (México)

Tercer Cuerpo – Cia Timbre 4 (Argentina)


Mostra Petrobras

Sua Incelença Ricardo III – Clowns de Shakespeare (RN) – 23 e 24 de agosto, na Paraça da República

Vida – Cia Brasileira de Teatro (PR) – 24 e 25 de agosto, na Funarte

Ópera dos vivos – Cia do Latão (SP) – 30 de agosto, no Teatro Garagem

H3 – Bruno Beltrão (RJ)

Ultrapassa – Nós do Bambu (DF) - 29 e 30 de agosto, na Sala Martins Penna do Teatro NacionalMOSTRA NACIONAL

Rá (CE) – 24 e 25 de agosto, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

Ivan e os cachorros – Fernando Villar (SP/DF) - 28 e 29 de agosto, no Teatro da Caixa

Ninguém falou que seria fácil – Felipe Rocha (RJ)

Ele precisa começar – Felipe Rocha (RJ)

9 mentiras sobre a verdade – (RS)

Depois do filme – Aderbal Freire Filho (RJ) - 30 de agosto, no Teatro II do CCBB

O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas (PE)

Cordel do amor sem fim (PE)

Seleção de peças locais

A despedida – 29 e 30 de agosto, no Espaço Cultural Mosaico

Uma última cena para Lorca – 27 e 28 de agosto, no Teatro Garagem

Bacantes e brincantes

Danaides

Diário de um louco – 27 e 28 de agosto, no Teatro Goldoni

Heróis, o caminho do vento - 27, 28 e 29, no Teatro do CCBB

Meu chapéu é o céu

Pulsações

Obs.: Nem todos os horários e locais foram definidos
http://www.correiobraziliense.com.br

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