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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Arte para meu refúgio.

Dobre (1913)

Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão

Olhei-o como quem olha

Grãos de areia ou uma folha.



Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;

Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
(Fernando Pessoa)





"O meu lado poético é infinito, 
cabe na palma da minha mão, 
mas não cabe no universo, 
cabe dentro do meu coração
 e é maior do que o sol.
Fica!Diz assim o meu lado mortal, 

a minha parte normal, que sente medo, 
que sofre e que sente prazer com a carne.
Nesse mundo real eu me sinto como uma amora
que nasceu num pé de pitanga, 

mas de uma forma ou de outra eu teria a arte
 como o meu refúgio, 
como o meu brilho além do meu corpo.
Tudo que escrevo tenho a impressão que vem sendo
 escrito por mim há muitos anos,
 para chegar até aqui eu caminhei muito
 e lhe digo que valeu a pena cada passo."





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