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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Você sabe o que é giclée?

Florence - Giclée
Giclée é uma palavra francesa usada nos EUA para nomear o processo de microjato de tinta, a uma determinada pressão, usado na impressão desta nova geração de gravuras. É feita na máquina "Giclée Printer", que jateia aproximadamente 4 milhões de microscópicos pingos de tinta por segundo, em papel (100% algodão, 220 g) ou tela. Podem ser usadas até 16 milhões de cores numa só giclée.
Esta tecnologia é considerada o que há de mais sofisticado em termos de impressão para artes gráficas. Todo o material, incluindo tintas pigmentadas específicas, é importado. Tanto a tela como o papel (220 g) são procedentes da Alemanha e são preparados para receber tintas de alta duração (marca Epson, importadas dos EUA).
As giclées em papel são entregues com um passe-par-tout de papel(marca Crescent - PH neutro, também americano). As em tela já vem montadas num chassis.
A partir de um cromo (10 x 12 cm) do quadro original, é criado um arquivo digital de altíssima resolução. A artista passa, então, a trabalhar junto com a editora na correção e ajuste de cores e após a aprovação da matriz, a gravura é impressa individualmente sobre um suporte de tela ou papel permitindo que a qualidade da obra original seja totalmente preservada.
The art book - Giclée
As edições são limitadas, numeradas e assinadas pela artista, sendo emitidos certificados de autenticidade, garantindo a origem da obra. A sua durabilidade é superior a 150 anos , desde que observadas as normas de conservação : nunca expor diretamente ao sol, a água ou umidade excessiva. As giclées em tela já possuem uma camada de verniz protetor, não necessitando qualquer adição de uma outra. Para limpar a tela, passar somente um pano livre de fiapos, macio e seco. 
Enxuta - Glicée

Os glicées acima são da artista, Sônia Menna Barreto, que nasceu em São Paulo e desenha desde o início da década de 60. Frequentou diversos ateliês, inclusive o de Waldemar da Costa e Luiz Portinari. Nos anos 80, sob influência das obras de Max Ernst, De Chirico, Magritte e Paul Delvaux, sua obra tomou a direção do Surrealismo. Em meados dessa mesma década, sua produção artística aproximou-se da expressão homo ludens, o homem lúdico. Seu espírito criativo buscou terras e personagens que habitam a imaginação das pessoas de todas as idades. Em outubro de 2002, um quadro da artista passou a integrar a "Royal Collection", da Família Real Britânica, sendo a primeira obra brasileira a fazer parte dessa importante coleção.


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