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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Até quando? Projeto que cria agência de segurança para escolas está parado no Senado



Projeto que cria agência de segurança
para escolas está parado no Senado



Um projeto de lei criado em maio de 2008 e parado no Senado há um ano e meio prevê a criação de uma agência de segurança escolar. Travado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) à espera da definição de um relator, o texto está na comissão desde agosto de 2009.
O papel da agência proposta, apresentado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), seria o de "fiscalizar, cobrar e coordenar o trabalho de segurança" das polícias estaduais com as secretarias de Educação. Também estariam envolvidos diretores e professores, segundo o projeto de lei, que está na Comissão de Constituição e Justiça.
A ideia é que os policiais tenham formação específica para atuar nas escolas e que haja troca de informações sobre segurança entre as instituições de ensino, afirma o senador. Ele prevê que a agência fique sob a tutela do MEC (Ministério da Educação).
- Um órgão desses poderia prevenir a violência e acionar a polícia imediatamente, num caso como esse [o jovem Wellington de Oliveira, de 24 anos matou pelo menos 11 alunos da escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro].
A segurança é uma das principais preocupações dos pais na hora de matricular o filho em uma escola, seja pública ou particular, segundo pesquisas recentes.
Escolher a escola
Buarque diz que Wellington pode ter escolhido a escola como alvo por vários fatores, inclusive o possível bullying que o jovem sofreu na infância, enquanto era estudante. O bullying, segundo o senador, tem a ver com segurança escolar e é um assunto que deve ser tratado no âmbito da educação.
- Quando colocamos toda a segurança na mão da polícia, perdemos a guerra contra a violência. Veja o caso das escolas nos Estados Unidos, em que também houve massacre. A maioria dos casos tiveram relação com violência escolar, com bullying.
Nesse caso, o melhor é aproximar a escola dos alunos, abri-la para a comunidade, buscar integrar as famílias, afirma o parlamentar. A polícia, diz ele, "não resolve e é último recurso nesses casos".
Diretor do colégio Vértice, o melhor do país pelo ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), Adilson Garcia afirma que a entrada do assassino na escola do Rio de Janeiro pode ter sido facilitada pelo tamanho da instituição - cerca de 1.000 alunos estudam no colégio Tasso da Silveira, localizado no Realengo.
- A violência está instalada em todos os segmentos da sociedade, e o que houve no Rio foi uma tragédia. Acredito que ex-alunos não deveriam ter acesso de entrada tão facilitado, deveria haver alguma forma de controle maior.
Fonte: R7

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