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domingo, 9 de julho de 2017

Artista recria obras de arte em cappuccinos

Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)



















A arte de brincar com a espuma de café

A arte de brincar com a espuma de café não é recente, mas esse barista transforma a brincadeira charmosa em verdadeiras obras de arte. Tirando o coração ou outras formas geométricas mais simples da frente, Lee Kang-bin aproveita a cor branca da espuminha de leite para ser o fundo de telas como A Noite Estrelada, de van Gogh, e O Grito, de Edvard Munch.
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)































O barista utiliza pincéis finos para aplicar com delicadeza o creme colorido, logo transformado nos desenhos divertidos. Os clientes aguardam aproximadamente 15 minutos por cada cafezinho, mas a espera vale a pena. Só checar o sucesso que Lee Kang-bin faz na sua conta no Instagram. Afinal, melhor do que tomar um expresso sem arte.
Casa Vogue.
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)
Artista recria obras de arte em cappuccinos (Foto: Reprodução Instagram @leekangbin91)

AMOR E FELICIDADE EM TEMPOS DE IMEDIATISMO E EGOISMO


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Vivemos em uma época pós-moderna onde se faz presente a dificuldade de manter um relacionamento durável. Tudo é muito líquido e passageiro. Somos inimigos da solidão, porém, ostentamos o desapegado a quem queira ouvir. Aprendemos que obrigatoriamente precisamos ficar por cima em uma relação. Aprendemos que para se sair bem é preciso pisar no outro, e pisar forte. É aquela velha história do pisa-que-ele-gruda. O amor que antes era caracterizado com mãos dadas, perfume de rosas e músicas românticas exalando nas janelas, hoje virou texto no facebook, legenda no instagram e superficialidade.
A ansiedade é um problema nesses casos. Estamos expostos cotidianamente a milhões de informações, de pessoas, de comentários e fotos aparentemente radiantes de relacionamentos cheios de maquiagem. E nesse frenesi, escolher alguém acaba sendo fácil demais, rápido demais. Com isso é inevitável não se magoar, e são dessas mágoas que surge o receio de amar outra vez, de se magoar outra vez. Mas percebem? A culpa é inteiramente nossa por sermos tão imediatistas, por conta disso, acabamos fechando portas para outro relacionamento futuro e aderindo ao tão aversivo desapego.
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É preciso aprender a se doar. Aprender a se arriscar. Não estou falando de depender totalmente de alguém para ser feliz, longe disso, até porque depositar no outro as expectativas de ser feliz significa ampliar o espectro do egoísmo a ponto de achar que o outro deve fazer você feliz. Ser ou estar feliz é um exercício diário e depende de muitos outros exercícios para funcionar tais como: se perdoar, perdoar, amar e, principalmente, SE AMAR. A felicidade é responsabilidade própria, cabe a cada qual entender que só se pode fazer outra pessoa feliz se você está feliz.
Estamos diante de uma sociedade doente, doente de 'não amar'. Por mais que estejamos cansados, vivemos numa busca quase que existencial por algo que nos faça minimamente feliz. Temos medos constantes e alegrias rasas. Se soubéssemos que a vida é só um breve sopro do universo, viveríamos mais, amaríamos mais e odiaríamos menos. O perdão é uma dádiva do forte. Então aproveite cada minuto, porque ninguém sabe o que vai acontecer nos 5 minutos seguintes. Faça aquele telefonema, peça desculpas para quem você magoou, diga que ama a quem você ama.
Aqui, todos estão de passagem e não devemos contar com o amanhã para lidar com os fantasmas de hoje.


© obvious: http://obviousmag.org/devaneios_em_catarse/2015/o-amor-em-tempos-de-desapego.html#ixzz4mNWGZsbG 

HIPER-REALISMO: PERFORMANCE SOBRE O OBJETO

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Dois violoncelistas tocam com perfeição técnica, mas com um ingrediente: começam a fazer uma espécie de pantomima, de malabarismo, de dancinha, trocando entre si as mãos, dificultando a execução para mostrarem que são peritos na arte de tocar. E a música? É secundária, apena uma desculpa para a performance. São o que podemos chamar de virtuoses, mas num sentido pejorativo, uma vez que importa somente a execução, não a arte em si. Importa apenas o narcisismo dos violoncelistas, enquanto que a música – acho que era um Bach – ficava deslocada, servindo apenas como desculpa.
O hiper-realismo, com algumas exceções, é um sintoma idêntico ao que descrevemos, mas no campo das artes plásticas. Predomina um mostrar-que-sei. É um mero elogio à técnica. Parece dizer o seguinte: vejam como o homem chegou num nível de desenvolvimento da arte de imitar, veja como o homem consegue recriar com perfeição a realidade. Trata-se do mero elogio à técnica, da performance, do gesto, mais do que a arte em si. Alguns até problematizam, colocam manchas, derrubam tintas para mostrar que aquilo não é real, mas mesmo isso é feito de uma maneira um tanto superficial. O que vale no final das contas é a demonstração da capacidade de iludir.
As pessoas vão para as galerias de arte e saem impressionadas, dizendo: “Como ele fez aquilo? É tão real!” o que no final das contas é um espanto do receptor quanto ao desenvolvimento extremo da técnica. E ela consiste na ilusão de realidade, no esconder as marcas do fazer. É tudo muito impressionante, mas parece faltar algo. E eles, os artistas, tem consciência disso e até se esforçam. Estão sempre representando o homem isolado, a mulher fetichizada, o mundo dos jovens, os homens pobres, os pequenos gestos banais da vida. Há uma espécie de tentativa de se transmitir uma mensagem questionadora, mas isso se da apenas na mensagem, no que é exposto – assim como o faz a propaganda – e não na forma mesmo, não na maneira de compor. Isso ficou para trás, nas artes de vanguarda, que não queriam mais mimetizar o mundo, que objetivava trabalhar os próprios elementos que a constituíam – volume, espaço, linhas, cores, tintas, etc.
Na literatura, isso se da com autores que dominam a técnica da escrita, sabem usar recursos que prendem a atenção do leitor, que conseguem criar mistério em seus livros. Mas tudo isso com historias superficiais, uma narrativa que não tem nada para dizer, senão apenas reproduzir os mesmos modelos de sempre. No cinema a coisa é um pouco pior, porque o que há de ruim no cinema sequer passa por alguma perícia, com exceção de alguns filmes atuais com o Birdman, por exemplo: uma sucessão de clichês que visam apenas a aplicação de uma técnica apurada – com a facilitação do computador, o que mata toda técnica profunda.
A grande arte tem um equilíbrio de forma e conteúdo, de modo que mesmo uma que não tenha uma forma apurada ainda sim segue o princípio de que a forma e o conteúdo estão atrelados, que cada conteúdo tem que ter uma forma que lhe dê cabo. O Hiper-realismo não se trata, porém, nem mesmo de uma sobreposição da forma ao conteúdo, nem é a forma pela forma, não é disso que se trata. Aqui o que existe é a técnica, um saber-fazer que apura a forma, mesmo que criando para ela algum modelo de reprodução, e esvazia o conteúdo, indo cair muitas vezes num pretenso conteúdo, um anseio de profundidade que no final das contas se mostra um o clichê. Enquanto forma e conteúdo não ficarem indissolúveis, enquanto esses artistas não buscarem uma forma para algum conteúdo específico, a tendência é que se recaia no virtuosismo pejorativo, como é o que parece acontecer com o artista que, com uma caneta Bic, consegue superar as fotografias em representação do real. É o elogio da técnica, assim como no cinema há o elogio da tecnologia.
Acredito que até podemos dar nome a esse fenômeno: Arte dos efeitos.


© obvious: http://obviousmag.org/ler_reler_tresler/2017/hiper-realismo-performance-sobre-o-objeto.html#ixzz4mNVXWTzY 

"NADA É CAPAZ DE PROVOCAR MAIS INVEJA DO QUE A FELICIDADE"




O ser humano tem certas peculiaridades que ninguém explica direito, sendo uma delas o gostinho de inveja que não poucos sentem, mesmo que bem lá no fundo, quando veem o sucesso de alguém. Por mais que neguemos, não costuma ser tranquilo assistir às pessoas galgando degraus e mais degraus; é algo que poucos conseguem controlar esse sabor amargo que sobe à boca quando se olha a felicidade alheia.

Talvez a gente se sinta meio que injustiçado, comparando onde estamos com os lugares aonde os outros já chegaram. Quantos de nós já não nos esforçamos muito no trabalho, mas vimos o colega ser promovido? Quantas vezes estudamos com afinco para um concurso no qual é aprovado alguém que parece nem se esforçar? Quantas pessoas nos preteriram, em favor de um outro que lhes oferecia bem menos do que estávamos dispostos a ofertar?

Na verdade, muitas vezes, acabamos por exagerar na visão que temos do que fazemos e do que nos acontece, pois evitamos naturalmente uma auto análise nua e crua de nós mesmos. E, quando as pessoas se dispõem a se enxergarem de fato, então percebem que poderiam, muitas vezes, ter agido de outra maneira, que deveriam ter dito ou feito diferente, que não se esforçaram tanto assim. A gente acaba recebendo de acordo com o que ofereceu.

No entanto, também teremos que presenciar muita gente ocupando cargos por apadrinhamento, aproveitando ou desdenhando de oportunidades que sua situação financeira lhe permite, sendo escolhidos pelo sobrenome que carregam. Mesmo assim, muitas dessas pessoas farão o melhor que puderem a partir do que lhes chegar facilmente. O que não podemos é desistir, pois há exemplos vários de indivíduos que venceram, saindo de uma total ausência de perspectivas.

Fato é que será muito mais fácil ter alguém compadecido de nossas tristezas do que encontrar quem realmente comemore conosco as nossas vitórias. Chegar junto à miséria alheia parece ser muito mais fácil do que aplaudir o sucesso do outro. De tanto que se valoriza o sucesso material, é exatamente esse aspecto que será alvo mais contundente de inveja.

Como se vê, bem poucos suportarão nos ver felizes, com sinceridade transparente, mas serão esses poucos aqueles com quem sempre poderemos contar, sem medo de rasteiras e decepções dolorosas.

PUBLICADO EM RECORTES POR 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

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