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terça-feira, 21 de março de 2017

Madeline Stuart, a modelo com síndrome de Down, lança sua coleção


Menos de dois anos depois de estrear nas passarelas, Madeline Stuart, uma modelo com síndrome de Down, lançou sua própria grife neste domingo, durante a Semana da Moda de Nova York, embora o desfile não fosse parte do calendário oficial. A modelo australiana, de 20 anos, desafiou as normas da indústria da moda com sua primeira aparição nas passarelas, em 2015, e alterou as percepções sobre as pessoas com síndrome de Down.

“Ela tem a última palavra em tudo, sabe o que quer, tem síndrome de Down e uma deficiência intelectual, mas realmente sabe o que quer afinal”, disse Roseanne Stuart, mãe de Madeline, diretora e colaboradora de design. Os objetos só serão vendidos via Internet.

O nome da coleção, 21 Reasons Why, é uma alusão à própria Stuart, que completa 21 anos em 2017, e ao cromossomo 21, envolvido na síndrome de Down. “Mamãe, eu, modelo”, foram as palavras que a agora manequim, que também sofre de problemas cardíacos, pronunciou há pouco mais de três anos. E o que algumas pessoas teriam encarado como uma história pitoresca, sua mãe levou a sério. Assim começou a luta para realizar o sonho da filha, que tem uma limitada capacidade de expressão oral. "Madeline faz esportes todos os dias da semana, e eu a levo a todas as partes. Ela quer participar de tudo, fez paraquedismo, esqui aquático... Tudo o que eu considere que é seguro para ela”, contou sua mãe.
Madeline Stuart faz selfie com outras modelos. ANDREW KELLY REUTERS

Esse transtorno genético que afeta o desenvolvimento ocorre em aproximadamente 1 a cada 700 nascimentos, segundo os Centros para o Controle de Doenças dos EUA. Cerca de 6.000 bebês nascem com a síndrome de Down a cada ano nos Estados Unidos.

Depois de sua estreia na passarela, Madeline Stuart não olhou para trás e apareceu em desfiles no mundo todo. Depois de Nova York, será vista em Paris, Los Angeles e outras cidades norte-americanas antes de retornar à Austrália no final de abril.

A Semana da Moda de Nova York, um evento semestral que termina na quinta-feira, atrai 100.000 pessoas a seus desfiles e gera 880 milhões de dólares (2,7 bilhões de reais) em faturamento para a cidade.
Madeline Stuart, entre os modelos do desfile da sua marca. ANDREW KELLY REUTERS

Fonte: EL PAÍS

DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN‬‬ -Asher Nash, o bebê com Down que está conquistando o mercado publicitário


Em julho de 2016, a mãe de Asher Nash enviou fotos do seu bebê de então 15 meses a uma agência de modelos da cidade de Buford na Geórgia (Estados Unidos). A empresa respondeu que ele havia sido descartado “devido a sua condição” – o menino tem Síndrome de Down. Meagan Nash, de 27 anos, compartilhou a história na ocasião junto com as fotografias do filho no Facebook. Seu post logo se tornou viral. O esforço acabou dando resultados. O pequeno se tornou modelo e, em dezembro passado, foi o garoto-propaganda da marca de roupas norte-americana OshKosh B’Gosh. Agora, no Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado neste 21 de março, seu adorável rosto volta a estampar um vídeo do canal A&E para lembrar a data, ao lado de outras crianças portadoras da síndrome.
“Ter pessoas com necessidades especiais em uma campanha mostra ao mundo que eles valem exatamente o mesmo que uma pessoa típica”, declarou a mãe de Asher à rede CBS News. A história do pequeno monopolizou as redes sociais nos EUA e, graças a isso, chegou aos ouvidos da marca de roupas infantis. Foi então que a empresa decidiu convidá-lo como modelo para sua campanha publicitária de Natal.
“Desde o dia que nasceu eu soube que ele estava destinado a ser grande e a fazer coisas geniais”, declarou Meagan Nash, acrescentando que estava muito orgulhosa de poder compartilhar a imagem de seu filho com mundo.
Mas o que a mãe de Asher realmente quer é continuar colaborando com organizações que trabalham com portadores de Síndrome de Down e, por meio da publicidade, esclarecer dúvidas e mal-entendidos que cercam essa condição. “O mundo está mudando e a percepção que temos da Síndrome de Down também precisa mudar”, acrescentou Meagan. “Quero que as pessoas vejam meu filho como qualquer outro e não sintam pena dele nem digam ‘oh, tem Síndrome de Down!’, o que eu quero é que, quando o virem, pensem que linda a camisa que esse bebê está usando”, disse.
Cada vez mais marcas querem promover a diversidade dentro da indústria da moda. Foi o que demonstrou a FTL Moda, que na Semana da Moda de Nova York colocou na na passarela uma modelo com Síndrome de Down, Madeline Stuart. No ano seguinte, a jovem lançou sua primeira coleção como estilista na mesma passarela que a lançou como modelo.
Fonte>EL PAÍS

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